"Quebrar a cadeia" para travar a epidemia. Vacina só daqui a ano e meio

O virologista Celso Cunha, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa, diz na TSF que há trinta empresas ou grupos de investigação a tentar chegar a uma vacina.

Travar a epidemia do novo coronavírus vai depender da capacidade do mundo para conter a propagação e quebrar as cadeias de contaminação. A opinião é expressa na TSF pelo virologista Celso Cunha, professor e investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, em Lisboa. O especialista diz que a vacina não surgirá no prazo de 18 meses, porque são necessários testes diversos, em animais e em humanos.

Celso Cunha diz que não chegará, a tempo, na atual epidemia, mas será muito importante para evitar as próximas. Agora, é preciso usar outras armas.

O investigador adianta que a forma mais eficaz de travar os contágios, e evitar o agravamento da doença, é ficar em casa, descansar e fazer baixa a temperatura do corpo, ou seja, o mesmo que usamos numa gripe.

Além disso, há medicamentos do grupo dos retrovirais, usados noutras infeções que estão a ser experimentados em alguns doentes. Celso Cunha contou na TSF, a história de oito mil anos dos coronavírus, que quase sempre estiveram presentes nos animais, mas que, há pouco mais de meio século, surgiram nos humanos.

O coronavírus é um vírus maior que os outros, e com uma capacidade rara de autocorreção de anomalias no próprio funcionamento. A maior diferença em relação à gripe é a capacidade de geral uma pneumonia viral, que pode depois juntar-se a uma pneumonia causada por uma infeção bacteriana.

O novo coronavírus não revela, para já, ser tão letal como a gripe espanhola do início do século XX, ou mesmo da pneumonia aguda, do médio oriente, já deste século, mas tem uma capacidade de transmissão entre humanos muito mais rápida.

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