Quinhentas mil vacinas expiram em outubro mas não há risco de irem para o lixo

Meio milhão de vacinas da AstraZeneca terminam o prazo de validade em outubro, mas nenhuma será desperdiçada. Garantia dada à TSF pela task force da vacinação, contrastando com práticas de outros países que têm deitado fora milhares de doses.

Outubro de 2021. No final deste mês, termina validade de meio milhão de doses da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19, mas não há qualquer risco de serem desperdiçadas: se não forem usadas, são doadas.

Os dados são da task force da vacinação que garante à TSF que "não há nenhum risco de vacinas irem para o lixo".

"Desde o passado mês de maio, Portugal tem disponibilizado vacinas aos Países Africanos de Língua Portuguesa e Timor-Leste, a título de doação, fazendo justamente uso para esse efeito de vacinas AstraZeneca e ajustando naturalmente aquelas doações às necessidades e ritmos da vacinação em Portugal", nota ainda a estrutura liderada por Gouveia e Melo, numa atitude que contrasta com as práticas de outros países do mundo.

Holanda, Israel e Polónia entre países que desperdiçam vacinas

"Milhões de doses de vacinas contra o coronavírus em todo o mundo podem expirar". O título é do Washington Post e é chocante numa altura em que o processo de vacinação e acesso a vacinas é muito desigual em termos mundiais.

Escreve o jornal norte-americano que na Holanda, só na Universidade de Leiden, deitaram fora no mês passado 600 doses. Mas este é um número que fica muito aquém da realidade nacional, uma vez que os especialistas citados por este jornal consideram que, até outubro, podem vir a ser deitadas fora 200 mil doses. Na justificação, lê-se, o governo holandês alega motivos legais e logísticos para que as doses não sejam exportadas.

Os números sobem noutros países com o Washington Post a notar que, em Israel, 80 mil doses expiradas da Pfizer foram programadas para serem descartadas no final de julho passado; ou na Polónia onde cerca de 73 mil doses de várias fabricantes também foram descartadas.

Nesta altura, de acordo com o portal Our World in Data da Universidade de Oxford, apenas 1,2% da população dos países em desenvolvimento receberam, pelo menos, uma dose da vacina.

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