Risco de morrer por Covid-19 em Portugal está entre 0,7 e 2 por cento

Henrique de Barros lembra que, nos próximos meses, serão os jovens os mais afetados pela doença, face ao processo de vacinação.

Com os casos de Covid-19 conhecidos em Portugal, através da testagem laboratorial, a taxa de mortalidade situa-se nos dois por cento. Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, alerta que o número de casos real pode ser "três vezes superior" ao conhecido.

"Considerando os casos totais, a taxa de mortalidade rondará os 0,7 por cento", explicou na sua intervenção na reunião que juntou especialistas e políticos no Infarmed.

O especialista afirmou que após 50 dias da notificação da doença, o prognóstico dos doentes estabiliza. "Cerca de dois por cento das pessoas estão a falecer com o diagnóstico de infeção. Nos homens o risco é maior, aumentando com a idade", disse.

Em dezembro e janeiro, os valores da mortalidade foram superiores aos de maio e novembro de 2020. As variantes têm "aparentemente" um risco superior de mortalidade.

Henrique de Barros lembrou que as mortes foram o principal fator da infeção, responsáveis pela estratégia implementada pelo Governo. "Devemos estudar, a longo prazo, as consequências da infeção. Como a continuidade dos sintomas para lá de três meses", sugeriu.

Henrique de Barros lembra que, nos próximos meses, serão os mais jovens a acatar com a doença, por ainda não terem recebido a vacina. "Será nas idades escolares que vamos encontrar a doença", alertou.

Jovens transmitem menos a doença

Henrique de Barros explicou que, globalmente, as crianças e os adolescentes têm um risco menor de infeção, e transmitem menos a doença. "Na primeira onda em Portugal, praticamente toda a infeção foi nas idades mais avançadas", lembrou, referindo que existe um "menor risco de infeção abaixo dos 20 anos".

O especialista diz que as medidas de mitigação da doença nas escolas "foram levadas muito a sério" pelo Governo, permitindo que as crianças não tenham sido "especialmente afetadas" pela Covid-19.

Com as escolas abertas a infeção subiu, e com os estabelecimentos fechadas subiu, descendo logo depois. O especialista da Universidade do Porto reforçou que "ter crianças no agregado familiar não aumentou a frequência de infeções".

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