Seca e fogos: ministra admite "eventualmente acrescentar" medidas para "mitigar consequências" na agricultura

Guerra, seca e incêndios florestais são os argumentos que a ministra da Agricultura leva hoje a Bruxelas para enfatizar os problemas do setor.

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes está esta segunda-feira em Bruxelas para participar num conselho setorial da União Europeia, no qual admitiu "acrescentar as preocupações ligadas à seca e aos incêndios", para lá dos problemas causados pela guerra na Ucrânia. O objetivo é defender perante os Estados-Membros da necessidade de "eventualmente acrescentar medidas" para enfrentar as consequências "para agricultores e cidadãos".

Maria do Céu Antunes não concretiza, mas admite que a União Europeia pode ter de "eventualmente acrescentar" mais medidas para "mitigar as consequências" para a agricultura.

O assunto será colocado em cima da mesa no conselho de Agricultura da União Europeia.

"Vamos debater a situação dos mercados agrícolas em consequência da guerra na Ucrânia", adiantou a ministra, salientando que, além das medidas que "é preciso implementar", pode ver a necessidade de acrescentar outras, para enfrentar "as consequências" no setor agrícola.

Sem especificar, a ministra falou em "medidas que precisamos implementar, desenvolver e eventualmente acrescentar para fazer face a estes efeitos e mitigar as consequências na vida dos nossos agricultores e dos nossos cidadãos".

Como argumento, no conselho de Agricultura da União Europeia, Maria do Céu Antunes pretende "acrescentar também as preocupações ligadas à seca e também aos incêndios que decorrem desta vaga de calor extremo que se faz sentir sobre a Europa".

Plano estratégico

Na reunião, os ministros vão também debater "a dimensão" dos planos estratégicos nacionais no âmbito da Política Agrícola Comum. "Portugal foi o primeiro Estado-Membro a apresentar a versão final do seu plano estratégico", salientou a ministra, manifestando a "expectativa da sua aprovação o mais rápido possível". Isto iria permitir a sua "implementação em Portugal a partir de 1 de janeiro de 2023".

A Comissão Europeia tinha solicitado a Portugal que realizasse uma revisão do plano estratégico nacional, defendendo "mais ambição" no cumprimento das metas ecológicas e ambientais, nomeadamente na gestão da água e prevenção de incêndios, no seu Plano Estratégico Nacional para a nova Política Agrícola Comum.

As recomendações foram enviadas por carta enviada na qual constava um total de 340 observações em que Bruxelas "solicitava a Portugal que reveja o seu Plano em conformidade", permitindo uma "maior ambição ambiental" e convida Lisboa a "demonstrar melhor a maior ambição da "arquitetura verde".

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