Sindicato dos Maquinistas pede sistema redundante de segurança

Presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas afirmou que há já dois anos que o gabinete de investigação ferroviária recomendou que todos os veículos que circulam na via férrea tivessem um sistema de segurança.

O presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas, António Domingos, afirmou que o acidente de Soure poderia ter sido evitado se as máquinas de manutenção que circulam na via tivessem um sistema de supervisão que permite suprimir falhas da tripulação. O sindicalista disse que, entre os veículos envolvidos neste acidente, só o alfa pendular tem um sistema de segurança, que é quase infalível.

"Por princípio, o sistema de controlo de velocidade não falha. É um sistema que tem dado provas desde que foi implementado, em 1993. É praticamente infalível, isso é um dado garantido que temos. Dos veículos envolvidos neste acidente, só um deles é que tinha esse sistema: o alfa pendular. O veículo de manutenção da via não tinha esse sistema", explicou à TSF António Domingos.

Segundo António Domingos, há já dois anos que o gabinete de investigação ferroviária recomendou que todos os veículos que circulam na via férrea tivessem um sistema de segurança, mas a recomendação caiu em saco roto.

"Há cerca de dois anos houve um acidente, com um veículo destes, na estação do Areeiro, que foi investigado pelo gabinete de investigação ferroviária, em que foi recomendada a implementação deste sistema neste tipo de veículos. O que é certo é que há recomendações deste gabinete não são cumpridas e outras não. Esta não foi cumprida", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas.

O presidente do sindicato espera que haja um inquérito rigoroso que permita apurar responsabilidades e aponta algumas das questões que procuram resposta.

"Não sabemos, por exemplo, se o veículo de manutenção tinha autorização para estar naquele local, se estava um sinal fechado. Tudo o que possa dizer é especular. O certo é que, à velocidade a que o pendular ia, o sinal a montante teria de estar em via livre porque ele ia numa velocidade alta", sublinhou António Domingos.

No entanto, António Domingos sublinhou que nenhum sistema de segurança é capaz de detetar obstáculos na via.

"O maquinista tem de ter conhecimento da sinalização e, em função disso, cumpre a velocidade. Se houver um comboio a jusante, a sinalização tem de estar mais restritiva e o maquinista cumpre. Se não cumprir, o sistema atua automaticamente", acrescentou o sindicalista.

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