Suspender devolução dos manuais escolares? Políticos andam a "brincar às escolinhas"

Filinto Lima diz que decisão apanhou as escolas de surpresa e lamenta a falta de respeito da classe política.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas pede à classe política para deixar de "brincar às escolinhas".

Filinto Lima reage assim à proposta do CDS-PP que suspende a devolução dos manuais escolares entregues aos alunos para o ano letivo de 2019-2020, aprovada esta terça-feira, nas votações do Orçamento Suplementar na especialidade apenas com oposição do PS.

Desde então, instalou-se a dúvida sobre se a medida deve ser cumprida de imediato, uma vez que o processo para a entrega dos livros escolares já está em curso.

"Gerou-se confusão desde logo nos diretores, que não estavam à espera desta situação nem sabiam que ia haver uma votação", diz Filinto Lima à TSF. Também muitas escolas suspenderam o processo de devolução dos manuais escolares, o que gerou "confusão" entre os pais.

Para já, esclarece o representante dos diretores, a indicação da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares é para continuar o processo de devolução dos manuais escolares.

Se a proposta for aprovada na generalidade, Filinto Lima antecipa um cenário de caos e lamenta a falta de "respeito" da classe política pela escola pública, professores e diretores.

"Alguns dos nossos políticos - nem sequer estou a falar do Governo, da esquerda ou da direita - parece que brincam com os diretores às escolinhas", condena.

À TSF, fonte do Ministério da Educação confirma que o processo de devolução dos manuais escolares continua a respeitar o que está programado. Se a proposta apresentada pelo CDS for aprovada na votação na generalidade, esta sexta-feira, terá de se encontrada uma solução alternativa.

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