"Têm coragem de os encarar?" 270 militares deficientes esquecidos pelo Estado

São 270 militares, deficientes das Forças Armadas, que não tiveram as pensões atualizadas em 2016 como aconteceu com uns quantos. Há anos esperam uma solução. Sentem-se esquecidos pelo Estado.

Grupos parlamentares, Governo, Presidente da República, eles correram tudo. Foram onde puderam. Não resultou. Mesmo havendo no Governo uma secretaria de Estado que lhes é dedicada. A dissolução do Parlamento não ajudou e a resolução do problema voltou a ser adiada.

Escreveram uma petição dirigida ao primeiro-ministro. Um dos signatários, em nome dos camaradas (mesmo não sendo, ele próprio, deficiente das Forças Armadas) é o Comandante Luís Costa Correia que fala pelos camaradas que não foram contemplados por essa disposição em 2016, que "por lapso ou esquecimento, foi aplicada apenas a quarenta". Tentaram, por via parlamentar, a aprovação de um artigo semelhante que pudesse corrigir a situação.

Costa Correia recorda que alguns dos visados na falta de atualização das pensões "já são octogenários, muitos deles com graves lesões visíveis, outros com graves lesões embora não visíveis, e aqueles que psicologicamente ficaram arrasados; será que esses responsáveis serão capazes de os encarar se os virem na rua?". A correção do que consideram ser uma injustiça não iria pesar muito no Orçamento do Estado, segundo este antigo oficial da Marinha: "Eram apenas 160 mil euros mensais, isto num orçamento cuja unidade de conta é o milhão."

Luís Costa Correia tem a indicação de que o caso já pode ter passado do gabinete do primeiro-ministro para o ministro da Defesa, que até tem uma secretária de Estado dos antigos combatentes e entende que esta é uma boa oportunidade para António Costa dar aplicação prática ao discurso que fez na noite da vitória eleitoral, "se quiser aplicar o conceito de que maioria absoluta não é poder absoluto e governar sozinho. Aqui tem uma pequena sugestão para que se corrija uma injustiça deste género".

Mas o facto de haver no governo uma secretária de Estado dos antigos combatentes não ajudou a resolver o problema: "Até agora, não."

A TSF solicitou esta tarde esclarecimentos ao Ministério da Defesa.

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