"Tenho tudo a postos." Cabeleireiros, cafés e restaurantes aguardam ordem para abrir

O pequeno comércio prepara-se para pôr em prática novas medidas de higienização.

No seu café e restaurante numa das artérias mais movimentadas de Faro, Adelaide, a proprietária, espera com ansiedade as normas que serão impostas pelo Governo.

Por enquanto, nada sabe. "Eu já ouvi tanta coisa, já ouvi que vamos ter que pôr acrílico nas mesas, pôr uma pessoa aqui e outra desviada dois metros..." Enumera as normas de que já ouviu falar, sem ter ainda nada em concreto. O que mais a preocupa é, eventualmente, ter de medir a temperatura aos clientes: "Saber se o cliente vai aceitar uma coisa dessas!"

Este restaurante está a funcionar há mais de um mês com takeaway, servindo apenas algumas refeições à vizinhança.

Ao lado, o salão de cabeleireiro de Nélia Contreiras está encerrado desde 14 de março. Têm sido tempos difíceis. Por isso, esta profissional aguarda expectante a ordem de abertura do estabelecimento. Não vai estranhar as mudanças porque já trabalha com marcações há muito tempo. "Vem uma cliente, essa acaba e só depois é que vem outra", explica. Nélia assegura que dá sempre um espaço de 15 minutos entre clientes para higienizar o espaço. " Agora essa higienização terá que ser acrescida", garante.

Esta cabeleireira tem recebido ultimamente muitas chamadas de clientes que pretendem fazer antecipadamente marcações para cortes ou pinturas de cabelo, para quando retomar a atividade. Nélia Contreiras assegura que tem vindo a preparar-se com tudo o que é preciso para a abertura do seu espaço comercial.

"Tenho tudo a postos, tenho os desinfetantes, tenho um spray para pulverizar as escovas, os esterilizadores para as tesouras", conta. Para atender as clientes vai também usar máscara e pedir às pessoas que venham igualmente protegidas.

Num café próximo, no mesmo bairro, as dúvidas sobre uma possível abertura são maiores. Amílcar Sousa, o dono, explica que o seu estabelecimento é pequeno, tem poucas mesas e receia que os clientes não sejam capazes de cumprir o distanciamento social. "Se começar tudo a abrir, as pessoas não respeitam e acho que vai aumentar o número de infetados", afirma. Por isso, este comerciante considera que "ainda é cedo" para levantar as restrições.

No entanto, a maioria dos comerciantes está ansiosa por abrir portas e ultrapassar os dias de angústia e aperto financeiro que vivem atualmente. "Estamos a sobreviver para não fechar a casa e não irmos para o desemprego ", lamenta Adelaide.

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