Um "pequeno arrufo" que aqueceu os ânimos dos agricultores

Em declarações à TSF, Eduardo Oliveira e Sousa assegurou que "não houve invasão nenhuma".

Os ânimos exaltaram-se esta sexta-feira na manifestação dos agricultores em Évora, com alguns dos participantes a invadirem o átrio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

De acordo com a Lusa, na marcha, os agricultores pararam em frente às instalações da CCDR Alentejo e uma delegação entrou no edifício para entregar um documento reivindicativo, que foi recebido por uma funcionária.

À saída, o grupo tirou uma corrente de um saco e trancou a cadeado duas das portas, o que levou a PSP a intervir para as reabrir e, já com os ânimos exaltados e gritos de "bandidos", alguns forçaram as portas e entraram, apesar da oposição da PSP.

Ouvido pela TSF, o presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) considerou que se tratou de um "arrufo". Eduardo Oliveira e Sousa afirmou que "os ânimos exaltaram-se um bocadinho, mas não houve invasão nenhuma".

"O que houve foi uma indignação, um pequeno arrufo pelo facto do senhor presidente não estar e não ter indicado previamente ninguém para receber a delegação", esclareceu. De acordo com o dirigente da CAP, a insatisfação cresceu quando os agricultores se aperceberam que havia apenas um segurança para receber o documento que tinham para apresentar.

Agricultores expectantes sobre apoio à produção

Esta foi a última das manifestações convocadas pela CAP, que se diz expectante em relação ao acordo que o Governo anunciou com a produção.

"Já hoje houve o anúncio de que foram disponibilizados 140 milhões e é um anúncio credível porque vem da boca do senhor Ministro das Finanças", afirma Oliveira e Sousa.

"Se viesse da boca da ministra da Agricultura, nem valia a pena perder tempo a perceber o que era, porque era coisa nenhuma", critica.

"Vindo do ministro das Finanças, temos que nos sentar à mesa e perceber o que é, para quem é, para vermos se é de facto o início de um caminho que vimos reivindicando para colocar a agricultura no nível em que ela deve estar e que os assuntos importantes sejam decididos pelos ministros que têm peso político", concluiu.

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