"Uma alternativa sustentável." Os insetos já fazem parte do prato dos portugueses

A empresa Portugal Bugs acredita que os insetos podem ser uma alternativa alimentar aos cereais dentro de "três a quatro anos".

Os snacks de larva com sal marinho ou de grilo com tomilho e orégãos são algumas das dezenas de produtos comercializados pela Portugal Bugs, em Esposende, a primeira empresa portuguesa a produzir e a vender produtos com insetos comestíveis.

A empresa abriu em 2016 e Guilherme Pereira, um dos fundadores, contou à TSF, que decidiram avançar "no mundo dos insetos" porque se trata de "uma alternativa sustentável para a alimentação". Depois de desenvolverem os produtos na faculdade, desenvolveram a marca e começaram a comercializar no mercado em 2021.

Durante os primeiros passos da empresa do Norte de Portugal, o fundador lembra a pouca recetividade do público em relação aos alimentos. Para abrir os horizontes do consumidor, a Portugal Bugs organizou palestras para demonstrar os benefícios do consumo de insetos na dieta dos seres humanos.

No último ano letivo, numa cooperação com o Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), os produtos foram servidos na cantina do estabelecimento. Na ementa, surgiu uma massa de farinha de insetos com alternativa aos pratos que são servidos habitualmente.

"O feedback que tivemos por parte dos alunos foi muito positivo", relembra Guilherme Pereira. Depois de se dar a conhecer, a empresa quer que os insetos sejam servidos com maior frequência no IPL e em mais estabelecimentos de ensino superior.

Durante este verão, a Portugal Bugs espera adicionar um hambúrguer de insetos à gama de produtos que comercializam e expandir o negócio por toda a Península Ibérica, devido ao "grande interesse" por parte de várias superfícies comerciais.

Apesar de estar numa fase inicial, o consumo de insetos pode aumentar no futuro. A crescente falta de cereais devido ao conflito criado pela Rússia na Ucrânia pode servir como alavanca para o negócio, mas a empresa só espera que os insetos sejam efetivamente uma alternativa dentro de "três a quatro anos".

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