Vacina. Efeitos secundários "incapacitantes" colocam dez enfermeiros de baixa

Os casos foram relatados em três hospitais da região Centro. A TSF falou com uma das enfermeiras.

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros recebeu uma dezena de relatos de enfermeiros a quem foi administrada ontem, quarta-feira, a segunda dose da vacina contra a Covid-19 e que esta quinta-feira acordaram com "efeitos secundários incapacitantes", obrigando-os a ficar em casa.

Em causa, sobretudo, dores fortes, febre, astenia, mialgias intensas e cefaleias, num conjunto de reações adversas que segundo Ricardo Correia de Matos, em declarações à TSF, são mais fortes do que aquilo que se estaria à espera e do que aconteceu depois da primeira dose.

O presidente da secção regional detalha que os casos surgiram nos centros hospitalares da Universidade de Coimbra, Figueira da Foz e Oeste.

Nenhum caso teve de recorrer aos serviços de urgência, mas os efeitos são tão fortes que os enfermeiros têm de ficar em casa, de baixa - havendo outros que ficam a trabalhar no limite.

Uma situação que leva a Ordem a pedir a todos os Conselhos de Administração dos grandes centros hospitalares que tenham "cautela e prudência na decisão de vacinar todos os enfermeiros ao mesmo tempo".

Ricardo Correia de Matos sugere um processo mais faseado para que não existam mais problemas do que aqueles que já existem, em pleno pico da pandemia, com falta de recursos humanos.

Dores e cansaço não causam arrependimento aos vacinados

Cansaço acentuado - "uma coisa mesmo exacerbada -, dores generalizadas, dores de cabeça "intensas" e calafrios. Tudo isto é o que Ana Ribeiro, enfermeira, sentiu depois de levar a segunda dose da vacina contra a Covid-19, conta à TSF. A primeira tinha sido bastante mais pacífica: "Senti dor no local da vacina e nada mais. Fiz uma vida perfeitamente normal depois da toma."

Esta quarta-feira, ao final da tarde, e depois da segunda dose, a enfermeira de 32 anos, que trabalha no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, associou "imediatamente" o que sentia à toma da vacina, que já tinha acontecido de manhã. "Não haveria outra justificação."

Para já, vai apenas vigiar os sintomas em casa depois de ter falado com "um pneumologista amigo que já tinha conhecimento de que esta segunda dose estaria a provocar mais sintomas do que a primeira".

A reação à vacina não a preocupa nem a faz arrepender-se de a ter tomado: "Esta vacina acaba por ser a esperança que toda a gente mantém de ver uma melhoria nisto tudo."

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