Infarmed admite que primeiras doses de vacina poderão estar disponíveis em dezembro

Presidente do Infarmed considera que os dados do desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19 são bastante promissores.

O Infarmed garante que nenhuma vacina contra a Covid-19 vai ser administrada à população portuguesa sem um processo de avaliação de segurança e eficácia. Na reunião para analisar a situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal, que juntou políticos e peritos no Porto, o presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, admitiu que as primeiras doses de uma vacina poderão estar disponíveis em dezembro deste ano.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) garante, igualmente, que estão para breve as assinaturas de mais contratos com farmacêuticas para comprar as vacinas que estão a ser desenvolvidas contra a Covid-19. A negociação está a ser feita pela Agência Europeia do Medicamento, de que faz parte o Infarmed.

"Estamos em negociações com seis empresas. Com a AstraZeneca o contrato já está assinado", lembra.

As primeiras vacinas contra a Covid-19 devem chegar a Portugal em dezembro deste ano, e as restantes doses apenas em 2021.

O presidente do Infarmed explicou que a distribuição da vacina para a Covid-19 está a ser concertada pela União Europeia (UE). O objetivo dos Estados-membros é apoiar o desenvolvimento e a produção de vacinas, assegurando a disponibilidade de fármacos futuros.

Rui Santos Ivo traça ainda outro objetivo europeu: "Criar um portfolio alargado de vacinas com base nas diferentes plataformas científico-tecnológicas."

O presidente do Infarmed refere, no entanto, que o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 ainda está numa fase precoce. Das 176 vacinas em desenvolvimento, apenas oito estão na terceira fase de testes.

"Os ensaios de fase I são com pessoas que não estão doentes, onde olhamos para os aspetos da segurança e doses. Nas fases II e III alargamos a diferentes faixas etárias, com outras patologias", refere.

Os resultados da vacina da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, são esperados em outubro. "Os dados são bastante promissores quanto ao desenvolvimento das vacinas", adianta Rui Santos Ivo.

Portugal vai receber cerca de 6,9 milhões de doses do fármaco da AstraZeneca, de acordo com os dados da UE. Ainda assim, Bruxelas está a negociar com outros laboratórios.

O Conselho Europeu já anunciou quatro acordos com empresas do setor farmacêutico para potenciais tratamentos ou vacinas.

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