Vacinas em simultâneo. DGS admite que podem existir mais reações adversas e aconselha paracetamol

A Direção-Geral da Saúde diz que ainda se desconhece se a vacinação conjunta contra a Covid-19 e contra a gripe favorece mais reações adversas ou de outros tipos.

Os portugueses que a partir desta segunda-feira recebam em simultâneo as vacinas contra a Covid-19 (terceira dose) e contra a gripe podem ser aconselhados a tomar paracetamol tendo em conta a possibilidade de existirem mais reações adversas provocadas pela administração conjunta.

Essa hipótese e esse risco estão expressamente previstos nas duas normas da vacinação contra a Covid-19 e contra gripe atualizadas nos últimos dias pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

A norma relativa à vacinação contra o SARS-CoV-2 acrescenta que "atualmente se desconhece se a coadministração favorece um maior número ou diferente tipologia de reações adversas".

Recorde-se que a diretora-geral da saúde, Graça Fretas, adiantou, na sexta-feira, à TVI, que a população deve ficar "tranquila, não há um aumento assinalável das reações adversas pelo facto de serem dadas em simultâneo".

Braço esquerdo e direito, mas com exceções

As normas da DGS também detalham onde devem ser dadas as vacinas e o mais comum é que o sejam em locais diferentes: a vacina para a Covid-19 à esquerda e vacina para a gripe à direita. Em alternativa podem ser usados os músculos das coxas, "não devendo ser realizada a administração nos glúteos". Apenas "em situações excecionais as vacinas podem ser administradas no mesmo local anatómico, com, pelo menos, 2,5 cm de distância".

Em qualquer caso, a norma da DGS prevê que "o utente deve ser informado relativamente a possíveis reações adversas" e "pode optar por uma administração em dias diferentes" e neste último caso "deve ser respeitado o intervalo de 14 dias entre administrações, nos termos das normas específicas das vacinas contra a Covid-19 da DGS".

Se optarem por dias diferentes, os utentes a vacinar devem informar os profissionais de saúde no dia da vacinação e marcar a nova data para que seja administrada a segunda vacina.

A DGS recorda ainda que a administração simultânea de vacinas é uma "prática de vacinação realizada em Portugal e no mundo no âmbito dos Programas Nacionais de Vacinação que visa otimizar os esquemas vacinais recomendados".

"Os dados disponíveis analisados pela Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 (CTVC), que incluem os resultados da reunião do grupo de peritos da Organização Mundial da Saúde em matéria de vacinação, mostram que existe um perfil de segurança aceitável após a toma de ambas as vacinas", conclui a DGS, que acrescenta que tudo sugere para a "manutenção da eficácia de ambas as vacinas, uma vez que, até à data, não existe evidência de alteração da resposta imunológica".

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