Vazia de clientes, profissionais de saúde "inauguram" guest house

Vários proprietários de alojamentos locais têm oferecido as suas instalações a profissionais de saúde, sem pedirem dinheiro por isso,

Sem qualquer contrapartida financeira, centenas de alojamentos locais têm oferecido os seus espaços aos profissionais que estão a trabalhar no combate à Covid-19. No Porto, a Guest House Porta Azul, que fica em frente ao hospital de campanha, no Arena Super Bock/ Pavilhão Rosa Mota, está vazia de clientes e tem sido ocupada por médicos, enfermeiros e voluntários.

Depois de quatro meses fechada para obras de renovação, em março a Porta Azul reabriu mas a pandemia afastou os hóspedes. Marta Pimenta, a proprietária, conta que a Guest House tem janelas para o Hospital de Campanha e não conseguiu ficar de braços cruzados. "Disponibilizamos os seis quartos e a partir daí começamos a receber profissionais que estão ligados ao hospital de campanha, não são só médicos e enfermeiros, mas também voluntários, equipas de manutenção, de montagem. É ajudar quem estiver a ajudar".

Marta Pimenta disponibilizou-se junto da Câmara Municipal do Porto e inscreveu-se na plataforma Room"s Against Covid, onde proprietários de alojamentos locais oferecem os seus espaços para todos os que estão envolvidos no combate à pandemia. "Não recebemos nada e quando saem está estabelecido que seja feito um protocolo de higienização que garante que o espaço fica pronto para poder receber outras pessoas em total segurança".

Sempre que um profissional sai, há um espaço de três dias até que outro entre. Marta Pimenta explica que os contactos são sempre por telefone. "Preparamos tudo, deixamos a chave nas portas e combinamos como fazem um auto check in e qualquer coisa que precisem estamos em contacto por mensagem, por telefone."

Para proteção de todos não são servidas refeições e os espaços comuns estão vedados. "Aqui como são seis suítes, cada profissional está na sua suíte, tem a sua casa de banho e não interage com os outros, porque tudo o que são áreas comuns: jardim sala de pequenos-almoços, nada disso pode ser usado e tem que estar com acesso reservado, para evitar contaminações cruzadas e evitar por em risco os profissionais que estão no espaço".

Desde o final de março que a Porta Azul está vazia de clientes mas tem os seis quartos ocupados, "quando reabrimos em março, para o que seria a época normal, acontece a pandemia e estamos sem clientes, vazios e estamos a disponibilizar a casa que no fundo foi estreada por estes profissionais do Hospital de Campanha do Porto. É uma coisa de que muito nos orgulha".

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