"Vinagre e medronho matam o novo coronavírus?"

As dúvidas estão a ser tiradas por elementos do Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve ( ABC) .Os investigadores andam a fazer sessões de esclarecimento em várias instituições. Na Universidade Sénior de Loulé não faltaram perguntas.

A Sala está cheia. Abriram-se portas e janelas para o ar circular e não haver um ambiente propício a um eventual contágio pelo vírus. A média de idades das pessoas presentes ultrapassa os 65 anos de idade, muitos estão já na casa dos oitenta. Todos demonstram algum receio face às notícias que ouvem diariamente sobre o coronavírus.

A investigadora Ana Matias explica a sua presença: "Viemos fazer uma sessão de esclarecimento sobre o coronavírus, explicar-lhes essencialmente como se devem precaver."

Fala-lhes da forma de contágio, como se devem precaver: "É preciso evitar o contacto social"

"Às vezes damos um beijinho, fica saliva na bochecha e a seguir esfregamos a cara...". Ana Matias apela aos idosos para lavarem as mãos vezes sem conta de forma a evitar contágios.

Mas perante aquela plateia ansiosa, sente também necessidade de desdramatizar a situação e passar uma mensagem tranquilizadora. "Se formos pessoas saudáveis, se o médico de família disser " está aí para as curvas", não têm que se preocupar ", adianta. " Se tiver alguma doença de base, aí tem que tomar precauções", aconselha.

As dúvidas entre os idosos são muitas. "Será que lavar as mãos com vinagre mata o vírus?", perguntam. "Não há indicação nenhuma que o vinagre funcione com este vírus", avisa a investigadora. " Nem o vinagre, nem o cloro das piscinas, nem lixívia, apenas álcool", garante.

Há quem alvitre que talvez o medronho possa dar cabo do bicho: "Não, não, o medronho não é válido, nem a aguardente de figo, nem vodka. Só o álcool a 70%."

Já no final da sessão de esclarecimento Marcolina, uma das idosas presentes, admite que ainda há coisas que lhe fazem confusão. "Já nem sei no que hei de acreditar", lamenta.

A idade de Maria Teresa, outra frequentadora da Universidade Sénior, dá-lhe mais tranquilidade perante a vida e um novo vírus que está a deixar todos preocupados. Todos, menos esta idosa de 85 anos. " Nunca tive uma doença, nuca tive nada. Eu vejo-os aí novos com tanta coisa!..."

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