Virologista assegura que nova variante do coronavírus "não é motivo para alarme"

À TSF, o virologista Celso Cunha garante que a nova mutação do SARS-CoV-2 não representa um risco acrescido em Portugal.

Foi identificada no Reino Unido uma "nova variante" do SARS-CoV-2, o coronavírus na origem da Covid-19, que pode estar associada à disseminação mais rápida da doença.

"A análise inicial sugere que essa variante está a espalhar-se mais rápido do que as variantes existentes", revelou esta segunda-feira o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock.

Em declarações à TSF esta terça-feira, o virologista Celso Cunha, do Instituto de Higiene e Medicina Tropical lembra que o vírus tem milhares de mutações e raramente são mais perigosas.

"Todos os dias aparecem mutações no vírus. A maior parte delas, e há milhares delas descritas, não têm sido associadas a nenhum tipo de comportamento do vírus diferente."

A vacina contra a Covid-19 será também eficaz contra esta variante, assegura o virologista. O mais importante, nesta fase, é continuar a seguir as recomendações das autoridades de saúde já conhecidas.

Com as "medidas de contenção adequadas, a transmissibilidade é sempre muito reduzida", lembra Celso Cunha.

Além disso, aponta, as fronteiras do Reino Unido estão fechadas, pelo que o risco desta mutação chegar a Portugal é relativamente reduzido.

O ministro da Saúde britânico disse terem sido encontrados mais de 1.000 casos com esta variante, predominantemente no sul da Inglaterra, onde as infeções tem estado a acelerar nas últimas semanas.

Variantes do vírus semelhantes foram encontradas noutros países nos últimos meses.

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