StayAway COVID. A app para rastrear contactos já está disponível

Acabou a espera. Depois de meses em desenvolvimento e outros tantos de burocracia, a aplicação que avisa os utilizadores que estiveram expostos a um contacto perigoso já pode ser descarregada. Em iOS e Android.

Não chegou a tempo do primeiro impacto, mas ainda pode ajudar a salvar vidas e travar a progressão de uma segunda onda. A StayAway COVID chegou esta sexta-feira à PlayStore (para dispositivos Android). A versão para iPhones e iPads ainda não está oficialmente disponível, mas deve estar nas próximas horas. Em qualquer dos casos, o download é gratuito.

Ao que a TSF apurou, apesar da StayAway COVID já estar disponível, a apresentação formal só acontecerá na próxima semana e o primeiro-ministro, António Costa, será uma das personalidades presentes nessa cerimónia.

A TSF teve acesso em primeira mão à aplicação desenvolvida pelo INESC-TEC que vai rastrear os contactos potencialmente perigosos e constatou que é muito simples de usar. Depois da instalação e de se aceitarem os termos de utilização, pouco há a fazer. É tudo automatizado.

Assim que o utilizador ativa a app, ela começa à procura de outros telefones com a mesma aplicação. Quando identifica um, e a proximidade entre os dois é superior a quinze minutos, os telefones trocam uma informação: o número aleatório (e anónimo) de cada um deles. Em paralelo, pelo menos uma vez por dia, os telefones com esta app instalada ligam-se a um servidor para ver se algum dos números aleatórios com que se cruzaram testou positivo. Se sim, o utilizador é avisado.

Pelo meio há ainda um passo a cumprir. Na altura do exame à Covid-19 - e se o resultado for positivo - o médico vai passar a perguntar se a pessoa em causa é utilizadora da app. Se for, o médico atribui-lhe um código. Esse código deve ser inserido na app e é ele que vai comunicar ao servidor que o dono daquele telefone está infetado.

A app é simples de usar e pode salvar vidas, bem como aliviar o SNS de um inverno difícil, mas ​​​​​​​fica a dúvida se os portugueses a vão adotar em massa. Está também por saber se as sucessivas fases de teste chegaram para esmagar todos os eventuais "bugs".

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