Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
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Ricardo Araújo Pereira pergunta se Livre tem alínea que obriga a usar pombos-correio

A polémica entre a deputada Joacine Katar Moreira e o Livre foi um dos temas de conversa no Governo Sombra desta semana.

A abstenção de Joacine Katar Moreira no voto de condenação aos ataques israelitas a Gaza , no Parlamento, foi o início de uma sucessão de acontecimentos que vieram revelar que nem tudo estava bem entre a deputada e o seu partido. A deputada justificou a abstenção com dificuldades de comunicação com a direção do Livre, mas uma troca de comunicados e acusações em público agravaram muito a tensão interna no partido .

Dias depois, a deputada do Livre terá entregado a iniciativa legislativa sobre a Lei da Nacionalidade fora de prazo, algo que fontes do partido classificaram como "incompetência" , e Rafael Esteves Martins, assessor da deputada, recorreu à escolta de uma força de segurança para afastar a comunicação social de Katar Moreira nos corredores da Assembleia da República. Ao Observador , o assessor justificou o recurso ao agente da GNR com as "interrupções constantes" dos jornalistas nos últimos dias, "o que não se coaduna com a cultura de trabalho da deputada, que é uma cultura de descanso, no sentido intelectual do termo" - explicou.

Depois de um "preâmbulo" em que explicou porque se considera um praticante do "anti-racismozinho dos anos 80", Ricardo Araújo Pereira disse não compreender a justificação dada pela deputada para a abstenção no voto de condenação aos ataques israelitas a Gaza: "Ela teve três dias, em que não conseguiu contactar 14 pessoas. Em 2019 ela não conseguiu contactar uma de 14 pessoas. (...) Um dos problemas que se apresentam hoje ao criador de ficção é arranjar maneira de uma personagem não poder ser contactada. Porque hoje é impossível! Romeu e Julieta, hoje, não era possível. Porque o Frei Lourenço, em vez de enviar um emissário, dizia: "Estou? Romeu, olha uma coisa: ela não está morta, está bem?" - Brincou o humorista, levando um telefone imaginário ao ouvido.

Dada a improbabilidade tecnológica da justificação da deputada do Livre, Ricardo Araújo Pereira chega à conclusão que, das duas uma: "ou há nos estatutos do Livre uma alínea que diz que eles só podem contactar por pombo-correio, ou é muito difícil de acreditar." - Garantiu o humorista.

Ricardo Araújo Pereira, também classificou de "inquietantes" a desvalorização da entrega fora de prazo da proposta sobre a lei da nacionalidade e a fuga ao contacto com a comunicação social de Joacine Katar Moreira: "Isto dos prazos e do escrutínio, chama-se "democracia", são regras que a democracia tem. E portanto, não respeitar as regras da democracia é um discurso que têm umas ressonâncias também de outro lado, um bocado preocupantes." - Concluiu o humorista, encerrando o tema.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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