Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Sinais

Diário de Lisboa

Diário de Lisboa

Folheemos ao longo da manhã, como se folheássemos o próprio século, o primeiro vespertino saído de uma tipografia da rua da Atalaia, nesse longínquo 7 de Abril de 1921. São oito páginas com o mundo lá dentro. Angola e o senhor Norton de Matos. A trasladação dos restos mortais dos soldados desconhecidos para o Congresso da República e, na primeira página, a proclamação aos soldados de Portugal: "Contra os que afirmam que a História é um campo raso de ossadas e ruínas".

O homem cujas respostas perguntam

O homem cujas respostas perguntam

O magnífico suplemento "Weekend" do Jornal de Negócios entrevista Pedro Conceição, director do gabinete responsável pelo Relatório do Desenvolvimento Humano que, todos os anos, é publicado pelo PNUD, o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. O homem a quem foi pedido que actualizasse o conceito de desenvolvimento humano, avaliando também as pressões dos países sobre o planeta, responde às perguntas da jornalista Filipa Lino com uma clareza irrepreensível. As suas respostas não são fechadas nem precisam de pontos de interrogação para nos interpelarem. Ele confronta-nos com os números do impacto da pandemia na vida das pessoas. E explica-nos por que é que as simulações desse impacto confirmam uma crise sem precedentes no progresso do desenvolvimento humano. Levanta o véu sobre o momento das desigualdades que pode advir da transição energética e digital ou sobre o retrocesso de décadas resultante da saída de muitas mulheres do mercado de trabalho. Fala-nos da pobreza multidimensional, aquela que não é medida apenas pelo rendimento e que, por via da crise actual, pode ter atingido um novo contingente de entre 100 a 200 milhões de pessoas.