Aeroporto do Montijo

Governo exige rigor na avaliação do impacto do novo aeroporto sobre as aves

Ministro do Ambiente foi ver aves na Reserva Natural do Estuário do Tejo.

O Ministro do Ambiente defende que é preciso avaliar com "muito muito rigor" o impacto que o novo aeroporto no Montijo pode ter sobre os milhares de aves que existem na Reserva Natural Estuário do Tejo.

Matos Fernandes confirma que essa foi uma das maiores falhas do primeiro estudo de impacto ambiental rejeitado em julho pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

As explicações do governante foram registadas pela TSF numa visita ao Espaço de Visitação e Observação de Aves (EVOA), em plena Reserva Natural do Estuário do Tejo.

O projeto da Companhia das Lezírias é um dos que têm sido apoiados pelo Estado através do Fundo Ambiental destinado à educação ambiental que já investiu 1,5 milhões de euros em 28 projetos, pelo país.

No EVOA o dinheiro público ajudou, por exemplo, a pagar o sistema de energia solar e a silenciosa carrinha elétrica que transporta os passageiros sem afugentar aves como os flamingos, os patos, as garças, as águias ou os íbis-pretos que são apenas uma pequena parte das 200 espécies que existem no Estuário do Tejo.

Espantado com tantas aves que vê na visita, Matos Fernandes destaca a riqueza da Reserva Natural do Estuário do Tejo, uma zona ecológica muito importante, detalhando, quando questionado pela TSF, os problemas que surgiram quando a Agência Portuguesa do Ambiente avaliou em julho o primeiro estudo de impacto ambiental apresentado pela ANA para o futuro aeroporto do Montijo.

O governante sublinha a necessidade de ter um novo aeroporto e que o Montijo já hoje recebe aeronaves na base militar, mas admite que os movimentos de aviões vão aumentar e é preciso "avaliar com muito muito rigor o impacto que uma maior atividade aeronáutica pode ter sobre a avifauna".

O ministro detalha que uma das maiores falhas do primeiro estudo de impacto ambiental esteve aliás relacionada com as aves: "Alguns dos descritores ambientais não tinham a robustez técnica e cientifica necessária para um projeto desta dimensão, sendo que como noutros casos, com muita naturalidade, isso foi assinalado ao proponente, a ANA, que decidiu retirar o projeto para fazer melhor".

A 'bola' volta a estar do lado da ANA, que não tem prazo para entregar o novo estudo de impacto ambiental, com o Ministro do Ambiente a esperar que isso aconteça rapidamente, pois defende que Lisboa precisa de um novo aeroporto.

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