Javalis

ICNF toma medidas para controlar "invasão" de javalis nas praias da Arrábida

Por esta altura, no último ano, já se tinham avistado javalis na zona da Arrábida, em Setúbal. Agora não há sinais deles. Para que assim continue, as autoridades vão instalar placards e caixotes de lixo.

Não eram as fotos típicas de praia. Mostravam banhistas, águas cristalinas, chapéus-de-sol e... javalis.

Passeavam-se em grupo pelas praias do Portinho da Arrábida e dos Galapinhos, no concelho de Setúbal, e, numa espécie de invasão, exibiam-se à luz do dia perante olhares curiosos.

Apesar do aparecimento dos animais já não chocar a população, as autoridades lembram que o javali é um animal selvagem e pode mesmo atacar se estiver a sentir-se ameaçado.

Para evitar problemas, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) vão avançar com um plano de ação que pretende reduzir os danos causados pelos javalis e os riscos de acidentes por contacto com a população.

O Jornal de Notícias avança que serão colocados placards, nas zonas onde os animais são normalmente avistados, com informação sobre o que fazer na presença de javalis. Serão ainda instalados caixotes do lixo que não permitam o acesso aos animais.

Outra forma de controlar a invasão dos javalis é a caça. Nos últimos quatro anos, foram abatidos, na serra da Arrábida, mais de 1600 javalis, por caçadores e moradores que tiveram as explorações agrícolas ameaçadas na costa Norte.

Na zona onde a caça é proibida, as autoridades têm capturado os animais vivos através de armadilhas.

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