
Carlos Manique/Global Imagens
Federações de bombeiros de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal pediram uma reunião com a administração do IPO. Em causa está o transporte de doentes fora das áreas de intervenção dos quartéis.
Os bombeiros queixam-se que a central do Instituto Português de Oncologia (IPO) está a agrupar no mesmo transporte doentes de vários concelhos e distritos, independentemente das distâncias e dos horários dos tratamentos de cada paciente.
TSF\audio\2017\06\noticias\07\rita_pereira_bombeiros_ipo
Desde o início de junho que vigora um novo sistema no IPO de Lisboa. Em vez de serem os próprios doentes a marcar o transporte conforme a necessidade, passam a ter de ligar para uma central que organiza o transportes coletivo na mesma viatura dos vários pacientes da zona.
O objetivo é reduzir os custos do instituto que, nos últimos cinco anos, duplicaram, atingindo os 7 milhões de euros.
As federações distritais de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal consideram que a medida causa prejuízo aos bombeiros e aos doentes e querem reunir com o conselho de administração do IPO.
O IPO já esteve reunido com o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, mas agora são as próprias federações distritais afetadas a pedir uma audição.
À TSF, o presidente da Federação de Bombeiros de Beja, Domingos Fabela, diz que a situação tem de ser resolvida urgentemente.
O IPO confirma que recebeu o pedido dos bombeiros mas afirma que ainda é muito cedo para fazer um balanço do novo sistema de transporte.