
A nurse measures an obese patient at the office of surgeon Dr. Alexandre Lesage's to prepare for surgery at the Saint Jean d'Angely Hospital, in Saint Jean d'Angley, southwestern France, January 24, 2013. The patient hopes to lose some 50 kilos (110 pounds) in the next year after she undergoes surgery for obesity. Picture taken January 24, 2013. REUTERS/Regis Duvignau (FRANCE - Tags: HEALTH) - PM1E91P1BG601
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Ministério da Saúde aumenta valores pagos às equipas que tratam doentes com obesidade grave.
O governo vai aumentar os pagamentos aos hospitais e profissionais de saúde, bem como aprovar o financiamento de novos métodos cirúrgicos, para diminuir a lista de espera nas cirurgias para tratar os casos de obesidade grave.
A portaria com as medidas será publicada esta segunda-feira em Diário da República.
Os pagamentos às equipas dos hospitais vão subir cerca de 20% nos procedimentos menos complexos (como a colocação de bandas gástricas) ou 40% nos mais complexos como o bypass gástrico.
Ricardo Mestre, da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), sublinha em declarações à TSF que estas equipas são multidisciplinares e incluem não apenas médicos-cirurgiões, mas também anestesistas, gastrenterologistas, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas...
"Uma equipa completa que", como detalha o responsável, "faz uma abordagem integral à situação clínica da pessoa e que define um plano de cuidados para que do ponto de vista cirúrgico e médico se revolva num prazo de três o problema de obesidade grave".
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O Ministério da Saúde adianta que as mudanças vão permitir ainda a alguns hospitais criar Centros de Responsabilidade Integrados para o tratamento cirúrgico da obesidade dentro do SNS.
Além de mais pagamentos às equipas e aos hospitais, o Ministério da Saúde vai aprovar o pagamento de novos procedimentos cirúrgicos, reconhecidos pela Direção-Geral de Saúde, como a gastrectomia linear vertical, a derivação bílio-pancreática e a transposição duodenal.
Em 2017 foram operadas 2.086 pessoas em Portugal por casos graves de obesidade, mais que em 2016, ainda havendo, no fim de junho, uma lista de espera com 1.350 doentes, menos 12% que no final do ano passado.