
Pedro Rocha/Global Imagen
O Ministério Público informou hoje que "não foi possível apurar quaisquer indícios que permitissem concluir que o fogo tivesse sido ateado de forma deliberada ou intencional".
Em comunicado, o Ministério Público do juízo local de Portalegre refere ainda que "não foi possível recolher indícios que permitissem apurar as circunstâncias concretas em que o mesmo ocorreu nem a eventual responsabilidade negligente de alguém".
O incêndio, que aconteceu em agosto de 2016, no local onde decorria o festival "Andanças", em Castelo de Vide, destruiu 458 veículos.
A investigação apurou que o violento incêndio começou no exterior do parque de estacionamento, próximo de três viaturas que ali estavam estacionadas, "excluindo-se que o mesmo se tivesse ficado a dever a qualquer causa elétrica e/ou mecânica desses veículos".
O comunicado refere ainda que "o plano de segurança do Andanças contemplava o risco de incêndios e a realização do festival estava devidamente autorizada". O Ministério Público considera ainda que o terreno utilizado como parque de estacionamento foi preparado "nos termos habituais" e que não existe "regulamentação específica para este tipo de situações ou eventos".
A investigação do caso foi "coadjuvada pela Polícia Judiciária e pela Guarda Nacional Republicana".
Advogado de lesados vai avançar para tribunal
Pedro Proença, representante de parte dos lesados do incêndio no festival Andanças, em Castelo de Vide, revelou hoje à Lusa que vai interpor uma ação judicial, reconhecendo que já esperava o arquivamento do inquérito.
"Era mais do que esperado" que seria "impossível identificar o autor da ignição", pelo que o arquivamento do inquérito, pelo Ministério Público (MP), "era uma probabilidade" que "já tinha comunicado aos meus clientes", afirmou o advogado.