Início das aulas pode ter de ser adiado. Há centenas de funcionários em falta

Este é o último dia para o regresso às aulas, mas ainda não está tudo a postos nas escolas. Os diretores dos agrupamentos escolares queixam-se da falta de centenas de funcionários

O ano letivo arranca com várias novidades , mas as escolas lamentam ainda não estarem prontas para o regresso às aulas. Em declarações à TSF, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas afirma mesmo que o início do ano escolar pode ter de ser adiado em alguns estabelecimentos de ensino públicos.

O maior problema é a falta de centenas de funcionários nas escolas. A ausência de assistentes de ação educativa em número suficiente pode obrigar a adiar o início das aulas na Escola Básica n.º 1 Adriano Correia de Oliveira, nos Olivais., em Lisboa - mas este não será caso único. O mesmo deverá acontecer no Conservatório de Braga e em várias escolas do concelho de Évora.

A secretária de estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, reconhece a instabilidade no arranque do ano escolar em Évora, mas atira responsabilidades para a autarquia.

"Temos um problema que tem a ver com a falta de acordo entre o Ministério [da Educação] e a autarquia e a decisão da autarquia de rescindir o contrato de execução, que está a provocar instabilidade no início do ano letivo", disse a secretária de Estado.

Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, entende que o esforço do Ministério da Educação na contratação de mais de dois mil auxiliares para as escolas do ensino básico e secundário não é suficiente.

"Poucas escolas estão satisfeitas com o número de funcionários que possuem", avisa. Filinto Lima deixa um apelo ao ministro das Finanças, Mário Centeno: "Tente perceber, de uma vez por todas, que a Educação é, de facto, muito importante. Era importante que das palavras passássemos aos atos.

"Devíamos dar um passo definitivo neste problema, para que, todos os anos, o arranque do ano letivo deixe de ser notícia", defendeu Filinto Lima. "É urgente uma alteração da lei que permita a contratação de trabalhadores para o lugar dos que estão há meses ou anos com baixa médica".

Neste regresso à escola, milhares de alunos não vão ter aulas em todas as disciplinas, existindo horários de professores que ainda não estão preenchidos.

Quanto à distribuição gratuita de manuais escolares, foram emitidos 3,5 milhões de vales para mais de 500 mil alunos, mas nem todos têm ainda os manuais.

Filinto Lima assegura que os professores sabem destas dificuldades, pelo que não serão marcadas "faltas de material" e, garante, nenhuma matéria ficará por dar.

Entrevistado pelo jornal Público , o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, concentra atenções noutras matérias. O ministro defende que o Governo não enganou os professores em relação à contagem do tempo de serviço para progressão na carreira.

O ministro sublinha ainda as mudanças neste ano letivo e a flexibilidade e autonomia dos currículos em todas das escolas, defendendo que "não se pode pensar o sucesso escolar entendendo que as escolas são todas iguais e os alunos são todos iguais".

Notícia atualizada às 12h25

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