Professores manifestam-se em março. O que acontecer depois é "responsabilidade" do Governo

Mário Nogueira deixou, na tarde desta segunda-feira, um aviso ao Governo e declarou desde já que tudo o que seja episódio de intranquilidade nas escolas será responsabilidade do executivo.

A promessa está feita: os sindicatos dos professores vão convocar uma "grande manifestação" para março. Mário Nogueira, líder da Fenprof, garantiu que as organizações sindicais vão consultar todos os docentes para saber "até onde estão dispostos a ir" caso o Governo continue a recusar negociar a recuperação dos nove anos, quatro meses e dois dias de carreiras docentes congeladas.

À saída de uma reunião com o Partido Socialista, Mário Nogueira deu a conhecer estas intenções e deixou um aviso ao Governo.​​​​​​

"Iremos anunciar uma grande manifestação de professores para março. Mais. Iremos anuncia que no mês de março, na semana de 11 e na de 18 de março, vamos fazer uma consulta a todos os professores - presencialmente, em plenários, em reuniões, online - de todas as formas para saber o que estão dispostos a fazer e até onde é que os professores estão dispostos a ir no terceiro período, desde o primeiro ao último dia, para obrigar o Governo a cumprir a lei e principalmente a respeitar as pessoas", avisou Mário Nogueira.

O líder da Fenprof alertou de seguida que os professores não admitem "que Governo nenhum, que primeiro-ministro nenhum meta a mão ao tempo dos professores. Que roube o tempo que os professores trabalharam. Isso não vai acontecer", garantiu.

Depois de ouvidos os professores, Mário Nogueira garante que a luta vai mesmo "até onde os professores quiserem." O representante dos docentes assumiu mesmo que já há muitas propostas de luta feitas pelos professores, mas que "não há ninguém (entre os docentes) que proponha greves financiadas por fora."

Sobre os próximos episódios, Mário Nogueira deixa desde já várias certezas: "que fique claro que responsabilizamos desde já o Governo por tudo o que acontecer no terceiro período lectivo e, em particular, no final do ano. Há tempo para evitar chegar ao momento mais crítico do ano letivo. Estamos com a connsciência tranquila de quem tem exigido resolver isto o mais rápido possível. Fizemo-lo no ano passado, fizemos no primeiro período, estamos disponíveis no segundo período", assegurou antes de acusar o Governo de não querer "entreter-se" com os professores.

"Pois vai ter que se entreter com outras coisas. O terceiro período vai ser um período em que tudo o que possa acontecer, tudo o que possa de intranquilidade surgir, todos os problemas que possam aparecer, responsabilizamos o Dr. António Costa, o primeiro-ministro do Governo de Portugal e o Governo na sua totalidade pelas consequências que possam existir para os alunos e para as escolas dessa luta que vai, de certeza, ter lugar", assegurou.

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