Sociedade

"Com grande parte de Lisboa fora do alojamento local afastamos turistas"

Luís Menezes Leitão acredita que houve uma precipitação por parte da Câmara de Lisboa.

A Câmara Municipal de Lisboa anunciou, esta quinta-feira, durante uma reunião privada do executivo, que vai suspender novos registos de alojamento local nos bairros de Madragoa, Castelo, Alfama, Mouraria e Bairro Alto.

Em reação à decisão, Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, recordou que a nova legislação ainda nem entrou em vigor, concluindo que a autarquia da capital de precipitou.

"É verdade que tem havido noutras cidades europeias estabelecimentos e áreas de contenção relativamente ao alojamento local, mas isso acontece quando a pressão turística atinge níveis que não têm qualquer comparação com o que está a ocorrer na cidade de Lisboa", refere o representante dos proprietários.

Na opinião de Menezes Leitão, "quando se coloca praticamente grande parte de Lisboa completamente fora do alojamento local o que vamos conseguir com isto é que os turistas deixem de vir para cá".

Assim, Menezes Leitão sublinha ainda que a decisão da autarquia de Lisboa não tem qualquer sustentação económica, mas sim motivações políticas.

"Há objetivos políticos por detrás disto. Já tínhamos encarado isto com muita preocupação porque quando o Parlamento faz uma lei que atira isto para as câmaras o que se verifica é que as câmaras, até por pressão das juntas de freguesia, o que fazem é querer restringir o alojamento local porque têm medo de perder eleitores", conclui o responsável.

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