Notícia TSF

Ex-porta-voz da PJ Militar subaluga casa das Forças Armadas no Airbnb

O Instituto de Ação Social das Forças Armadas visitou o local e conclui que o apartamento em Lisboa estava a ser usado para alojamento local, segundo o relatório a que a TSF teve acesso.

Uma das casas do Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA) alugadas a militares em Lisboa estava arrendada ao filho do major Vasco Brazão, ex-porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM), detido no âmbito do caso Tancos. Contudo, a casa não era habitada pelo arrendatário e era o pai, o major Vasco Brazão, o responsável pelo subaluguer da habitação a turistas estrangeiros.

"O Instituto de Ação Social das Forças Armadas recebeu uma denúncia de que um fogo habitacional arrendado ao Senhor Vasco de Almeida Esteves Cavaleiro Brazão (filho do Major Vasco Cavaleiro Cunha Brazão), para habitação própria, na Ajuda, estava a ser utilizado para alojamento local, com violação da finalidade constante do respetivo contrato", lê-se na nota do Ministério da Defesa, a que a TSF teve acesso.

O mesmo relatório do IASFA solicitado pelo ministério liderado por Azeredo Lopes revela que os técnicos que visitaram o apartamento puderam ainda concluir que o espaço estava registado no Airbnb, uma plataforma digital de arrendamento temporário.

O arrendatário "mostrou-se surpreendido e remeteu explicações" para o pai. O major Vasco Brazão confirmou que o filho "não estava a par da situação", porque não habitava naquele apartamento, situado na Rua Aliança Operária, em Lisboa.

A denúncia foi apresentada ao IASFA por um dos inquilinos do prédio. Na sequência desta investigação, o filho do major Vasco Brazão denunciou o contrato a 1 de outubro, comprometendo-se a entregar o apartamento no final do mês.

Já o IASFA está a estudar todo este processo para avaliar se avança ou não com um pedido de indemnização aos responsáveis pelo arrendamento ilegal do apartamento que pertence ao Estado.

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