Alterações climáticas

Governo português financia abrigos e jardins contra ondas de calor

Dezenas de concelhos avançam com projetos para responder aos impactos das alterações climáticas em Portugal.

Cinco concelhos do Interior do distrito de Coimbra vão ter locais de abrigo contra ondas de calor. Os abrigos terão capacidade para receber cerca de 2 mil pessoas em situações de risco como idosos, crianças ou doentes crónicos em alturas de calor extremo.

Ao todo, serão 14 edifícios com obras para instalar ar condicionado adaptado às características destas populações quando há muito calor.

Os espaços a adaptar ficam em instituições sociais de Arganil, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Tábua e Góis.

O projeto contra as ondas de calor, desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, é um dos 11 protocolado esta segunda-feira com o Ministério do Ambiente, num investimento superior a 2 milhões de euros, entre eles 1,6 milhões financiados pelo Fundo Ambiental destinado a adaptar o país contra os efeitos negativos das alterações climáticas.

Os outros projetos financiados pelo Governo ficam nos concelhos de Braga, Barreiro, Castelo Branco, Gavião, São João da Pesqueira, Cascais, Amarante, Montalegre, Viana do Castelo e Viseu.

Em vários concelhos os projetos pretendem, por exemplo, reduzir os riscos de incêndio e preparar os concelhos para as crescentes ondas de calor, com o ministro do Ambiente a destacar, ainda, os projetos para reduzir o consumo de água.

Além dos abrigos, três dos projetos financiados, nos municípios do Barreiro, Cascais e Gavião, pretendem contrariar o chamado efeito da "ilha de calor" que se sente em zonas urbanas cheias de cimento e alcatrão, aumentado o número de espaços verdes adaptados às ondas de calor, ajudando a regular, segundo o ministério, a temperatura ambiente.

O ministro do Ambiente destaca que é fundamental criar espaços com água e arborizados que permitam a existência de sombra.

Matos Fernandes destaca que o calor resulta, como é óbvio, da temperatura, mas também da reflexão nas áreas construídas e impermeabilizadas, pelo que é essencial naturalizar o solo e plantar mais árvores.

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