Maior avião do mundo aterra no Alentejo. Beja quer ser alternativa a Lisboa

Autarquia fala em "momento histórico" e sinal para todo o país.

O presidente da Câmara Municipal de Beja defende que o facto de a primeira aterragem de um avião A380 em Portugal acontecer esta segunda-feira em Beja é um sinal de que o aeroporto do Baixo Alentejo está a ser mal explorado e tem potencial para muito mais.

Paulo Arsénio adianta à TSF que 23 de julho vai ser um dia histórico para o aeroporto, para Beja e para toda a região, mesmo que o avião fique, como está previsto, apenas estacionado alguns dias, sem passageiros.

"Sempre que nos recordarmos que em 2018 aterrou em Portugal, pela primeira vez, o maior avião de passageiros do mundo esse marco histórico ficará associado ao aeroporto de Beja", sublinha o autarca, acrescentando que este é um avião que não pode aterrar noutros aeroportos nacionais.

A aterragem do A380 é assim um sinal que o Alentejo está a "enviar um recado ao país".

Beja quer ser alternativa a Lisboa

A Câmara Municipal defende que Beja pode ser uma boa alternativa ao lotado aeroporto de Lisboa e até ao aeroporto de Faro em épocas com mais voos e passageiros.

Paulo Arsénio faz mesmo um apelo às empresas de aviação que olhem para Beja como um local que está um pouco mais longe, mas que por estar mais vazio pode tratar das malas dos passageiros de forma mais rápida ou ter um controlo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) mais célere.

Aquilo que se perde de um lado, defende o presidente do município de Beja, pode ganhar-se do outro.

A380 chega a Portugal mais de 10 anos depois do primeiro voo

Entregue pela primeira vez a uma companhia aérea em 2007, o Airbus A380, maior avião de passageiros do mundo, aterra pela primeira vez em Portugal esta segunda-feira às 17H00 em Beja.

No entanto o avião vem e sairá de Beja vazio pois o aeroporto será apenas usado para estacionamento e manutenção até quinta-feira.

Esta aeronave será o primeiro A380 a ser operado pela companhia aérea portuguesa Hi Fly e segundo a empresa pode levar 471 passageiros distribuídos por três classes ou 800 apenas em classe económica.

O avião foi comprado à Singapore Airlines que o usou nos últimos dez anos e foi pintado com os desenhos de uma campanha pela defesa dos recifes de coral.

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