Sociedade

Medina quer novos modelos de arrendamento e de transportes

O presidente da Câmara de Lisboa quer lançar um novo programa de arrendamento na capital. Quanto aos transportes, Medina propõe a criação de um passe mensal de 40 euros para viajar nos 18 municípios da área metropolitana lisboeta.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa revela ao Expresso duas propostas para Lisboa. A primeira tem, a ver com o arrendamento. Fernando Medina defende regras fiscais mais favoráveis ao aluguer de longa duração que depois de ser aprovado no parlamento permitiria à própria autarquia entrar no mercado através do lançamento de um programa que permitiria à autarquia alugar imóveis a proprietários e subalugá-los aos residentes sem perder dinheiro.

O autarca considera que o município passaria a funcionar como uma espécie de "seguro" para os proprietários uma vez que que fica reduzido o receio de incumprimento por parte dos inquilinos.

A proposta de Fernando Medina não convence, no entanto, o presidente da Associação Lisbonense de Proprietários. À TSF, Menezes Leitão diz que a ideia não faz sentido porque não é preciso intermediários na relação entre o proprietário e inquilinos. O presidente da Associação Lisbonense de Proprietários defende que a melhor solução é deixar o mercado funcionar.

Já o presidente da Associação Lisbonense de Inquilinos aplaude a ideia do autarca lisboeta. Romão Lavadinho acredita que intervenção do município pode ajudar a regular os preços no mercado.

Para além desta proposta, Fernando Medina revela ao Expresso uma outra relativa aos Transportes. O autarca propõe a criação de um passe mensal de 40 euros para viajar nos 18 municípios, uma medida que, segundo Medina, tem já o apoio dos autarcas da área metropolitana de Lisboa. Para a capital, o presidente da Câmara lisboeta defende um passe mensal, mas no valor de 30 euros.

Fernando Medina considera que esta proposta pode ajudar a resolver alguns dos problemas de mobilidade de Lisboa.

A proposta do autarca relativa aos Transportes já chegou ao Governo. Custará, se implementada, 65 milhões de euros por ano e Medina quer que entre nas contas do próximo Orçamento de Estado.

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