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Portugal lidera área ardida em 2018. Monchique já é o maior fogo europeu do ano

Apesar de não ter vítimas mortais, incêndio no Algarve é de longe o maior já registado este ano na Europa.

Só com o incêndio que há uma semana atinge Monchique, Portugal voltou a ser o país com mais área ardida na Europa. Depois de um verão que chegou tarde e em que este 'triste' ranking estava a ser liderado pela Suécia e pelo Reino Unido, o país passou, neste início de agosto, para uma posição a que tem estado habituado nos últimos anos.

O fogo que nasceu em Monchique e alastrou para Silves e Portimão é não apenas, de longe, o maior da Europa até agora em 2018, mas regista também mais área ardida que qualquer outro país.

No Algarve já arderam 27 mil hectares, enquanto na Suécia e Reino Unido, os países seguintes na lista, queimaram-se 21 mil e 18 mil hectares, respetivamente.

Em Portugal, fora das chamas de Monchique, os números provisórios do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais, que usa imagens de satélite, apenas há registo de mais três incêndios de maior dimensão em que no total arderam perto de 1.500 hectares.

Ou seja, a área ardida total, até agora, em Portugal, ronda os 28.500 hectares em 2018.

Os 27 mil hectares queimados no Algarve equivalem assim à área de cerca de três concelhos de Lisboa e metade da área afetada há um ano em Pedrógão Grande.

Provavelmente, o maior incêndio de sempre no Algarve

Pelas contas do Laboratório de Fogos Florestais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a confirmarem-se as estimativas europeias, o incêndio de Monchique deste ano deve ficar na história como o maior de sempre no Algarve.

A última vez que a região ardeu tanto talvez tenha sido há mais de meio século, em 1966, mas na altura a área ardida não foi conhecida.

Em 2012, última vez que o Algarve ardeu 'a sério', tinham sido afetados menos três mil hectares que aqueles que já se contam nestas análises provisórias da Comissão Europeia.

No entanto, mesmo com o incêndio que há dias afeta o Algarve, a área ardida em Portugal este ano está muito longe, perto de metade, da média da última década.

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