Incêndios

Oliveira do Hospital, Tondela e Arganil continuam às escuras

Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital lamenta demora da EDP em repor a energia no concelho.

Mais de metade do concelho de Oliveira do Hospital continua sem luz. A EDP garantiu a colocação de geradores e centrais móveis nos locais mais afetados pelos incêndios, mas muitos locais continuam às escuras.

Em declarações à TSF, o presidente da Câmara Municipal, Alexandrino Mendes, lamenta a demora da EDP e espera que até o problema esteja resolvido até ao final do dia de hoje.

Os prejuízos são para já "incalculáveis", serão "milhões e milhões de euros", lamenta o autarca. Mais de 250 casas foram dizimadas pelo fogo, assim como uma centena de tratores. Estima-se que a área ardida seja de 98%.

Caso semelhante regista-se em Arganil. Falta energia elétrica e o abastecimento de água está comprometido. "Áreas significativas do concelho estão também sem comunicações", disse à TSF o presidente da autarquia Ricardo Alves.

Em Tondela arderam mais de 120 casas, entre 33 e 40 seriam de primeira habitação, estima o autarca local, José António Jesus.

Os incêndios que no domingo deflagraram no país colocaram fora de serviço as Subestações da EDP de Aguieira (Viseu), Mortágua (Viseu), Candosa (Coimbra), Oliveira do Hospital (Coimbra) e Mira (Coimbra).

A EDP alerta as populações das regiões atingidas pelos incêndios, para, por razões de segurança, "não tocarem em quaisquer linhas partidas" e para o cuidado a ter com "a colocação de geradores em locais pouco ventilados podendo o seu uso inadequado provocar intoxicações".

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