PCP propõe suspensão do Acordo Ortográfico, uma "saída airosa" de Portugal

A proposta do PCP é discutida esta quarta-feira no Parlamento a par de uma petição com mais de 20 mil assinaturas.

O PCP quer que Portugal suspenda o Acordo Ortográfico de 1990. A deputada Ana Mesquita argumenta que outros países ainda não aplicaram o documento e aponta um processo mal conduzido pelo Governo.

Esta quarta-feira é apresentado um projeto de resolução que recomenda o recesso do Acordo Ortográfico, com um período de transição e também a realização de um balanço e uma nova negociação das bases e termos de um eventual futuro acordo.

Ana Mesquita considera que esta seria "uma saída airosa para o governo".

"Será preferível, em vez de continuarmos com remendos e reformas de reformas que depois já não têm nada a ver com o acordo ortográfico original, este projeto de resolução dá uma ferramenta ao governo, de certa maneira uma saída airosa para toda esta situação que foi criada, e partirmos para opção de futuro mais equilibrada e mais justa em relação à política da língua portuguesa".

Em discussão vai estar também uma petição com mais de 20 mil assinaturas que defende a desvinculação de Portugal do Acordo Ortográfico e que tem como subscritores figuras como António Bagão Félix, António Barreto, António Lobo Antunes, Camané, Carlos do Carmo, Eduardo Lourenço, Irene Pimentel, Isabel Pires de Lima, Jorge Palma, Júlio Isidro, Júlio Machado Vaz, Manuel Alegre, Pedro Mexia, Rui Veloso ou Sérgio Godinho e instituições como a Sociedade Portuguesa de Autores, a Associação Nacional de Professores de Português e a Associação Portuguesa de Tradutores.

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