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Politécnico de Bragança quer ser exemplo na utilização de bicicletas

O IPBike quer pôr a comunidade académica de Bragança e Mirandela a andar de bicicleta elétrica. O projeto faz parte do programa nacional U-Bike Portugal, do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

O Politécnico de Bragança é a primeira instituição do ensino superior, de um total de 15, a apresentar o projeto. Para alunos, professores e funcionários vão estar disponíveis a partir do dia 1 de janeiro, 100 bicicletas.

Leonardo Brito chegou este ano ao IPB vindo de Cabo Verde para "tirar" engenharia mecânica. Já experimentou uma das bicicletas. "É muito bom, é uma boa experiência. Vou experimentar e ver se fico com uma".

O uso das bicicletas é gratuito, mas os utilizadores pagam mensalmente os custos do seguro e manutenção que deverá rondar os 20 euros. Pagam também, no ato do aluguer, 80 euros de caução que lhes é entregue quando terminar o período de aluguer, que pode ir até um ano.

Boku Silva é da Guiné-Bissau e estuda contabilidade. Diz que pode ser uma boa solução para quem mora longe do IPB mas a mensalidade, acrescenta, podia ser mais baixa. "Gostei imenso de experimentar. É uma bicicleta atrativa, diferente das outras. Pode ser boa para quem mora longe embora ache que podia ser mais barata a mensalidade".

Se os alunos estão interessados, os funcionários também. Victor Gomes é técnico superior da instituição e logo que possa vai fazer o registo. "Vou ficar com um bicicleta, garantidamente que sim", afirma. No que toca a substituí-la pelo carro, "não podemos ser pragmáticos a esse ponto, não posso dizer que vou andar só de bicicleta e parar o carro. O mês de janeiro em Bragança costuma ser muito frio".

No IPB de Bragança e Mirandela estão diariamente cerca de 2500 automóveis. A ideia do IPBike é levar a comunidade académica a adotar hábitos de mobilidade mais sustentáveis e deixar o carro de lado. Vicente Leite, coordenador do projeto, em Bragança diz que isso pode ser possível. "Esse é o principal objetivo do projeto. Se fizermos a promoção certa estou confiante que isso vá acontecer".

O que a curto prazo não irá fazer a professora Anabela Martins. "Para já, não! Não tenho uma relação muito boa com as bicicletas, mas a curto prazo, obviamente que sim. É um excelente projeto em que o IPB dá o exemplo e acredito que vão ser todas utilizadas e que até haverá lista de espera", salienta.

Isso é o que também diz o presidente do IPB. Sobrinho Teixeira destaca que o frio de Bragança não será impedimento para o uso e faz uma comparação. "Bragança é a cidade mais fria de Portugal. O norte da Europa usa muito as bicicletas durante o tempo frio. Penso que também seria uma forma de mostrarmos ao resto do país como é alegre viver no frio e como é que nós conseguimos, com este clima, ter esta adesão a estes temas ambientais".

A nível nacional o projeto vai envolver quinze instituições do ensino superior. Onde serão colocadas mais de três mil bicicletas. 2000 elétricas e 1000 normais. Eduardo feio do IMT- Instituto de Mobilidade e dos Transportes diz que este é o caminho. "A bicicleta é um meio de mobilidade ótimo para o meio urbano e não só. É uma boa ajuda para reduzir a nossa pegada ecológica".

As 100 bicicletas que agora chegam ao IPB são alugadas através duma plataforma própria. Um dos requisitos obrigatórios é o de quem a alugar tem que ter em seu nome um carro.

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