Um terço dos jovens não está ligado à internet

Um relatório da UNICEF aponta que é preciso tornar o mundo digital mais seguro e acessível a todas as crianças.

Milhões de crianças no planeta estão a ficar para trás no que diz respeito às tecnologias digitais. O relatório "Crianças num Mundo Digital", divulgado esta segunda-feira pela UNICEF, revela que um terço dos jovens no mundo, 346 milhões, não estão online.

Francisca Magano, coordenadora do estudo em Portugal, sublinha que esta situação vem agravar as desigualdades e reduzir a capacidade de participação desses jovens numa economia cada vez mais digital.

"Sabemos que os jovens africanos são os menos conectados - 3 em cada 5 jovens do Continente Africano estão offline, em comparação com 3 em cada 75 dos jovens na Europa", e as condições de pobreza, mas também de conflito ou catástrofes naturais são determinantes para que situações dessas aconteçam.

Se há benefícios no mundo que se abre com a internet, ela pode também trazer perigos para as crianças que a utilizam. Nomeadamente, levar ao ciberbullying ou à colocação indevida de informações pessoais on line.

As redes digitais, sublinha o relatório, são facilitadoras das piores formas de exploração e abuso, incluindo o tráfico e o abuso sexual infantil.

Por esse motivo, o relatório desafia os estados mas também as empresas a tomar medidas "que garantam a confidencialidade da criança, e que os dados são protegidos contra utilizações indevidas".

Dos Estados espera-se que invistam na educação para a literacia digital, para que as crianças aprendam a pesquisar, adquiram conhecimentos técnicos e a gerir a informação online, percebendo se ela é verdadeira ou falsa.

Neste relatório o diretor executivo da UNICEF, Anthony Lake, sublinha que a internet foi projetada para adultos mas afeta cada vez mais as vidas e o futuro das crianças.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de