Pedrogão Grande

Vítimas dizem que EDP e Ascendi também têm de ser responsabilizadas

Associação das Vítimas de Pedrógão Grande defende que o Estado não pode ser o único a assumir as responsabilidades.

A Associação de Apoio às Vítimas de Pedrógão Grande diz que a EDP e a Ascendi, que geria a Estrada Nacional 236, também têm de ser responsabilizadas pelas mortes a 17 de junho no incêndio mais trágico da história portuguesa.

Na reação à notícia desta manhã da TSF que dava conta que as duas empresas podem nunca ser responsabilizadas devido à falta de um Plano Municipal de Defesa da Floresta aprovado em Pedrógão (o anterior tinha caducado em 2011), Nádia Piazza não tem dúvidas em dizer que a EDP e a Ascendi também tiveram culpas.

A presidente da associação explica que também estão a avaliar a questão jurídica, mas destaca que "não devia existir muita distância entre lei e moralidade".

A associação de vítimas conta que, depois dos incêndios, a EDP e a Ascendi fizeram várias operações de limpeza na zona - sinais claros, defendem, que o combustível que existia na floresta no momento do fogo estava longe do desejado e previsto na lei.

Nádia Piazza, que está esta quinta-feira em Coimbra a assistir à apresentação do polémico e escondido capítulo sexto do estudo pedido pelo governo ao Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, diz que o que ouviu e o que já leu do relatório é claro a mostrar as responsabilidades das duas empresas.

No caso da Ascendi, a presidente da associação dá o exemplo mais claro daquilo que leu no relatório pedido pelo Ministério da Administração Interna: além das árvores perto da estrada que criam ondas de calor, um grande pinheiro que se sabe que caiu e bloqueou a passagem de dezenas de pessoas que tiveram de voltar para trás acabando por morrer.

Quanto à EDP, a representante das vítimas defende que o relatório da equipa liderada por Xavier Viegas é claro a identificá-la como fonte de ignição por falta de limpeza nas linhas de média tensão.

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