Ex-diretor da Polícia Judiciária Militar em silêncio perante o Ministério Público

Luís Vieira optou por não prestar quaisquer declarações sobre o furto de armas de Tancos.

O ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira remeteu-se hoje ao silêncio perante os procuradores do Ministério Público que investigam o caso do aparecimento das armas furtadas em Tancos.

"O meu constituinte usou do direito legal de não prestar declarações, manteve as declarações do primeiro inquérito de arguido detido. Considera que o silencio é a melhor resposta e estamos cientes que tempo se vai encarregar de trazer toda a verdade", disse aos jornalistas o advogado Rui Baleizão, após uma hora e meia de presença no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O coronel Luís Vieira, que se encontra em prisão preventiva, foi hoje chamado ao DCIAP, mas decidiu não prestar esclarecimentos aos procuradores, alegando também que não quer "perturbar e contribuir para mais intoxicação daquilo que é a informação que tem vindo a denegrir entidades e instituições", acrescentou o advogado.

Rui Baleizão adiantou que o silêncio de Luís Vieira faz parte de uma estratégia de defesa, alegando que "é a melhor resposta que se pode dar às questões que eventualmente pudessem ser colocadas", considerando que "o tempo vai repor a verdade".

"O meu cliente está mais preocupado com as entidades e instituições do que com ele próprio e considera que este silêncio é a melhor resposta para proteger entidades e instituições que estão a ser denegridas na praça pública", acrescentou.

A defesa do coronel vai apresentar um recurso sobre a prisão preventiva de Luís Vieira, detido desde 25 de setembro, alegando que esta medida de coação "é injusta" em relação às medidas aplicadas aos demais arguidos da Operação Húbris, o processo que investiga o caso da recuperação das armas furtadas em Tancos, em outubro de 2017.

Na operação foram detidos outros três responsáveis da PJM, um civil, e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé.

Entende o MP que há indícios suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas.

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