Portugal entre os 11 países mais sedentários do mundo

Relatório Anual do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, da Direção Geral da Saúde, revela que apenas 5% dos portugueses faz desporto de forma regular.

A falta de atividade física tem vindo a aumentar nos últimos anos e está a prejudicar a saúde dos portugueses. A conclusão surge no Relatório Anual do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, da Direção Geral da Saúde, a que a TSF teve acesso, e que é apresentado esta tarde.

O documento revela que a maioria dos portugueses não cumpre as recomendações internacionais para a prática de atividade física, o que coloca Portugal entre os 11 países mais sedentários do mundo.

Em 2017 apenas 5% dos portugueses fazia desporto de forma regular, contra 74% que nunca ou raramente praticava, um aumento de 8% nos últimos 8 anos.

O corpo é que paga

Quanto a implicações para a saúde, em Portugal a falta de exercício é responsável por 15% da incidência de cancro do cólon, 14% de cancro da mama, 11% de diabetes tipo 2 e 8% de doenças cardiovasculares.

Por cá, as mulheres são mais sedentárias do que os homens e a falta de tempo é a principal justificação para o sedentarismo, seguida da falta de interesse ou motivação e dos custos associados à atividade física.

O Relatório Anual do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, revela ainda que os adultos menos ativos faltam mais vezes ao trabalho e gastam mais em cuidados de saúde. As autoridades estimam que a falta de exercício custe entre 150 a 300 euros anuais, por cada cidadão Europeu.

Por ano, morrem em todo o mundo 5 milhões de pessoas de forma prematura devido à falta de exercício.

Programa de atividade física no SNS

Para pôr os portugueses a mexer, o Serviço Nacional de Saúde inaugura hoje vários projetos-piloto para testar, durante os próximos 12 meses, o impacto do exercício físico na prevenção e tratamento de doenças crónicas.

No plano estão envolvidas 14 unidades de saúde de todo o país, mais de 100 profissionais e cerca de 3.000 utentes. A intervenção multidisciplinar é coordenada por um médico com formação adicional em medicina desportiva, em colaboração com um profissional do exercício físico, e contará também com o envolvimento de outros profissionais como nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e enfermeiros.

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