Caso do médico do INEM de Évora é "inaceitável, intolerável" e tem de ter consequências

Francisco George revela-se preocupado com o efeito que este caso pode ter na confiança dos portugueses nos serviços de emergência.

O antigo diretor-geral da Saúde revela-se preocupado com o caso que envolve o médico de serviço ao helicóptero de Évora e defende que o caso tem de ter "consequências a todos os níveis".

Francisco George reagiu assim, na TSF, ao caso que envolve António Peças, médico que já foi afastado do INEM de Évora no seguimento da polémica, segundo a qual o médico terá fingido estar indisposto para não transportar um doente em outubro de 2018. Soube-se, entretanto, que o médico terá estado à mesma hora numa corrida de touros.

"É preciso ouvir o médico em causa. Não há qualquer tipo de verdade sem que seja ouvido, em termos de contraditório, aquilo que tem a dizer o médico do INEM. A ser verdade o que é relatado - como tudo indica - é uma situação absolutamente inaceitável, intolerável e que tem de ter consequências a todos os níveis", entende o antigo diretor-geral da Saúde.

O jornal online Observador revelou entretanto novas gravações que envolvem o médico, nas quais António Peças questiona o transporte de uma doente com problemas cardíacos graves a partir do hospital de Faro e com destino a Lisboa. A mulher em questão acabou por morrer. Perante este cenário, Francisco George admite que a confiança dos portugueses nos serviços de emergência médica pode sair afetada.

"Seguramente que o impacto é negativo mas, o presidente do INEM e a sua direção, bem como as autoridades do ministério da Saúde, a confirmar-se a situação que foi relatada terão de tomar medidas de correção e disciplinares sobre o assunto. Não há aqui nenhuma possibilidade de o assunto ser ignorado - pelo contrário, tem de ser analisado até às últimas consequências de uma forma rápida. Isso é absolutamente essencial para que todos os portugueses e portuguesas tenham confiança nos serviços do INEM que, como se sabe, são absolutamente indispensáveis", reforçou.

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