Hospitais públicos e centros de saúde vão ter consultas pelo telemóvel

Nova ferramenta tecnológica começa a ser testada até ao final de junho e generalizada ao país até 2020.

Ter uma consulta no Serviço Nacional de Saúde através de uma aplicação no telemóvel que faz uma videochamada. Parece ficção, mas os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) garantem que será realidade em breve se os médicos e os hospitais ou centros de saúde aderirem à ideia.

No dia em que arranca em Lisboa a maior cimeira nacional de tecnologia e saúde, o presidente dos SPMS explica à TSF que a telemedicina ou telesaúde será um dos pontos fortes do encontro.

Henrique Martins adianta que estão a desenvolver um projeto que vai trazer para a app MySNS Carteira (que já está no telemóvel de 300 mil portugueses) uma nova funcionalidade: a possibilidade de os utentes terem à distância, através smartphone, uma consulta com o médico de família ou um médico de especialidade.

A meta é ter um projeto-piloto a funcionar na região de Lisboa ou do Porto até ao final do primeiro semestre de 2019 e expandi-lo a todo o país até ao final do ano.

O responsável dos SPMS sublinha que já hoje as pessoas podem ter no telemóvel a app MySNS Carteira que permite guardar receitas, vacinas ou registos de alergias, sendo que o próximo passo será criar uma plataforma segura que permita fazer a videochamada sem dúvidas sobre a identidade do médico e do doente.

A ferramenta vai ficar disponível e a atividade que terá, explica Henrique Martins, vai depender dos médicos e do uso que as instituições de saúde lhe quiserem dar, sendo que um dos principais desafios para o futuro é tornar a telesaúde uma prática habitual e aceite pelos profissionais.

O presidente dos SPMS explica que já hoje muitos médicos dão o seu número de telemóvel ao doente para esclarecer dúvidas simples, mas acrescenta que "a imagem faz muita diferença".

"Ter a possibilidade de ver o doente, mesmo à distância, ajuda muito", defende Henrique Martins que acrescenta que hoje já temos receitas à distância e teremos, em breve, imagem à distância: "Claro que não se pode resolver tudo pois há muita coisa que não deve ser tratada por telesaúde, mas muitas dúvidas podem ser resolvidas por videochamada, com uma interação em que vejo o rosto do doente, uma mancha na pele, uma úlcera, um olho vermelho... Estamos a dar ferramentas aos profissionais de saúde para melhor acompanharem o doente", conclui.

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