Hospital de S. João admite "condições miseráveis" na oncologia pediátrica

Administração do hospital responde ao alerta dos pais. António Oliveira e Silva diz sentir-se mal tratado pela tutela. Questionado pela TSF, Ministério da Saúde afirma que "processo vai ser desbloqueado em breve".

O protocolo foi assinado há quase um ano, mas na prática continua tudo igual. No Hospital de S. João, no Porto, ainda nada foi feito para a construção de um novo centro pediátrico, onde se inclui o serviço de oncologia.

António Oliveira e Silva, presidente do conselho de administração, admite que pior é impossível: "As condições de internamento são miseráveis, mas não podemos fazer melhor."

Do Ministério da Saúde, a resposta, desde há três meses, tem sido a mesma. Na teoria, está tudo pronto - ou seja, os 22 milhões de euros necessários para a obra estão desbloqueados. Na prática, nada chegou até agora.

"A tutela diz que as verbas estão desbloqueadas. Ouço isto há três meses. A última foi em fevereiro", conta António Oliveira e Silva.

O adiar consecutivo de uma solução leva o presidente do conselho de administração do hospital a uma conclusão. Mais do que ignorado, sente-se "mal tratado".

O Jornal de Notícias dá conta, na edição desta terça-feira, de más condições no serviço de pediatria oncológica. António Oliveira e Silva admite corrigir algumas, como a realização de tratamentos nos corredores, que garante serem casos esporádicos.

No próximo mês de junho, a inauguração de um novo centro ambulatório também deverá, segundo a administração do S. João, melhorar um pouco as condições. Mas só um pouco.

Questionado pela TSF sobre a falta de condições no Hospital de S. João, o Ministério da Saúde responde que "o processo vai ser desbloqueado em breve", recusando-se a comentar as declarações do presidente do conselho de administração do hospital.

Notícia atualizada às 12h56

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