
Pedro Kirilos/Global Imagens
O problema de saúde que afeta o Presidente da República é de resolução fácil e rápida, explica o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.
"É um situação sem preocupação de maior", disse à TSF Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, comentando a notícia de que Marcelo Rebelo de Sousa foi internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, e que será operado a uma hérnia umbilical que ficou encarcerada.
O médico sublinha que o problema "se resume a uma fragilidade dos tecidos da parede abdominal, na região do umbigo", numa zona onde existe "um cruzamento de músculos e uma pequenina fragilidade que tem de ser corrigida cirurgicamente, ou porque fica maior ou porque causa dor ou desconforto".
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"É como uma camisola que fica muito gasta nos cotovelos e o cotovelo fica à mostra, rompe ali um bocadinho, não tem nenhuma gravidade", ilustrou o médico.
Estas hérnias umbilicais normalmente não carecem de operação, exceto "quando ficam encarceradas ou estranguladas". No caso de Marcelo Rebelo de Sousa é uma hérnia que está presa. A operação é justificada porque, depois de ficar encarcerada, a hérnia pode evoluir para uma situação de estrangulamento e, aí sim, complicar-se.
Por agora, a situação é "perfeitamente benigna" e tanto a cirurgia como a recuperação acontecem de forma "fácil e rápida", antecipa Rui Nogueira.
"As melhoras para o Presidente, é o que todos desejamos como é óbvio. Uma rápida recuperação!", concluiu.