Trabalhadores da saúde em greve a 25 de maio. Médicos e enfermeiros ficam de fora

Os sindicatos dos trabalhadores da saúde afetos à CGTP vão estar em greve no dia 25 de maio, uma paralisação que não abrange médicos nem enfermeiros.

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, disse que a greve nacional de 24 horas abrange todo o pessoal da saúde, excetuando médicos e enfermeiros.

Os trabalhadores reclamam a aplicação das 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores com contratos individuais de trabalho (cerca de 75 mil funcionários) e pretendem também negociar uma carreira para os assistentes operacionais, "que são os únicos sem uma carreira específica".

Segundo Ana Avoila, também a carreira dos técnicos de diagnóstico e terapêutica "ficou aquém do que é justo".

Os trabalhadores pretendem ainda um "aumento geral dos salários" e a abertura de concursos na área da saúde, queixando-se da falta de pessoal, que leva os trabalhadores a "um ritmo de trabalho muito pesado".

Ana Avoila reclamou ainda mais investimento nos serviços públicos de saúde, considerando que o anterior Governo "delapidou os serviços" e que o atual executivo "não tem resolvido nem investido, deixando piorar a situação" na saúde.

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) também já anunciou uma greve dos trabalhadores do setor público da Saúde para quarta e quinta-feira.

De acordo com o pré-aviso, estão abrangidos os trabalhadores, exceto médicos e enfermeiros, que trabalham nos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como os hospitais, que "sentem forte indignação pela degradação crescente das suas condições de trabalho".

Os trabalhadores do Sintap reivindicam a aplicação do horário de trabalho de 35 horas semanais, progressão de carreira, dignificação das carreiras da área da saúde, reforço de recursos humanos, pagamento de horas de trabalho extraordinário, e a aplicação do subsistema de saúde ADSE (para funcionários públicos) a todos os trabalhadores.

E querem ainda "a celebração de acordo coletivo de trabalho para os trabalhadores do contrato individual de trabalho, de forma a conferir-lhes um regime de carreira, em condições de igualdade com os colegas".

Quanto aos médicos, os dois sindicatos têm uma greve nacional de três dias marcada para dias 8, 9 e 10 de maio.

Continuar a ler