Bombeiros

CDOS esteve uma hora sem informação sobre fogo em Cascais. Caso denunciado ao Ministério Público

Incêndio em São Domingos de Rana fez uma vítima mortal e oito feridos ligeiros.

O ministro da Administração Interna determinou a participação ao Ministério Público da ausência de comunicação entre os bombeiros e o CDOS de Lisboa durante um incêndio em São Domingos de Rana, com o objetivo de apurar "eventuais responsabilidades criminais"

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Num comunicado enviado às redações, o ministério chefiado por Eduardo Cabrita determina que, a partir das informações prestadas pelo Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, pôde concluir-se que a ausência de comunicação de informações operacionais originou uma "situação de grave risco" em relação ao incêndio numa habitação em São Domingos de Rana, Cascais, que acabou por fazer uma vítima mortal e oito feridos ligeiros.

A não comunicação de informações por parte dos bombeiros aos CDOS, a nível nacional, decorre da ação de protesto convocada pela Liga dos Bombeiros Portugueses.

Além da abertura de um inquérito, Eduardo Cabrita determinou ainda que a ANPC deve instaurar um inquérito para apuramento de "eventuais responsabilidades disciplinares."

O CDOS de Lisboa esteve mais de uma hora sem informações sobre o incêndio, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo a mesma fonte, o pedido de socorro para o incêndio numa habitação na freguesia de São Domingos de Rana chegou via 112 ao CDOS de Lisboa, que imediatamente acionou os meios junto dos bombeiros voluntários de Carcavelos, que se deslocaram para o local.

Leia o comunicado na íntegra:

"A informação prestada hoje pelo Presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil ao Ministro da Administração Interna concluiu pela situação de grave risco decorrente da ausência de comunicação ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Lisboa da ocorrência de incêndio habitacional em São Domingos de Rana, Cascais.

A mesma informação reporta a violação dos deveres de zelo no âmbito do Regime Jurídico dos Corpos de Bombeiros.

Com base nessa informação, o Ministro da Administração Interna determinou:

A instauração de um inquérito, por parte da ANPC, para apuramento de eventuais responsabilidades disciplinares.

A participação pela ANPC ao Ministério Público para apuramento de eventuais responsabilidades criminais."

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