Ministério Público abre inquérito ao alegado uso de violência na GNR

A informação foi confirmada pela Procuradoria-Geral da República à TSF.

O Ministério Público abriu um inquérito ao alegado uso de violência num exercício da GNR. À TSF, a Procuradoria-Geral da República confirmou a instauração de um inquérito relacionado com as alegadas agressões aos formandos da GNR.

Cerca de dez formandos do 40.º curso do Centro de Formação da GNR, em Portalegre, terão sofrido graves lesões e traumatismos durante o módulo "curso de bastão extensível", que obrigaram em alguns casos a internamento hospitalar e a intervenções cirúrgicas.

O exercício, segundo explica o JN , consistirá num combate de dois minutos com o chama red man - homem-vermelho - um formador equipado com luvas de boxe, chumaços, caneleiras e capacete.

Os oponentes são os recrutas, de calças e t-shirt, que empunham um bastão extensível em PVC revestido a esponja.

Segundo revelou uma fonte ao JN, perto de 10 guardas provisórios foram espancados durante este exercício, com gravidade suficiente para necessitarem de assistência hospitalar. Num primeiro momento, foram encaminhados para o hospital de Portalegre, seguindo depois para o São José, em Lisboa.

As lesões incluem narizes partidos, fraturas nos dedos das mãos e até um caso de lesões oculares com perigo de perda de visão.

Há ainda quem não tenha ido à enfermaria por receio de chumbar no curso, como é o caso de algumas mulheres recrutas, que foram alvos de socos na cabeça e empurrões.

A mesma fonte garante que esta é a primeira vez que ocorrem episódios deste género nos cursos de formação da GNR.

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