Manifestação

Sem farda, mas com vontade de a usar. Polícias repetem pedido para a vestir em protestos

Decisão do Tribunal Administrativo, esta terça-feira, proibiu os polícias de se manifestarem com farda. Agora, o Sinapol vai entregar um pedido para que os polícias possam mesmo usar fardas em protestos futuros.

Foi a contragosto que, esta quarta-feira, o presidente do Sindicato Nacional da Polícia se apresentou na manifestação nacional da PSP marcada para esta tarde, junto à Direção Nacional da PSP.

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Armando Ferreira reconheceu, em declarações à TSF, esta tarde, que se apresentou sem farda a contragosto. "Não era esta a minha intenção mas, como sou um polícia que respeita uma ordem dada por um órgão de soberania, aqui estou de fato e gravata. Não estou com o meu fato de representação da PSP porque fui, julgo que injustamente, impedido de o fazer, e os meus colegas todos também", explicou.

Esta terça-feira, uma decisão do Tribunal Administrativo do círculo de Lisboa decretou como "ilegal" o uso de fardamento nesta ação de protesto. Perante este cenário, Armando Ferreira explica que o sindicato emitiu um comunicado "logo que teve conhecimento desta decisão", mas deixa um alerta: a decisão só afeta esta decisão, pelo que numa próxima ação, poderão mesmo ser utilizadas as fardas.

O líder do sindicato considera que a decisão desta terça-feira foi "injusta e, quem sabe, até abusiva." Por isso, o Sinapol entregará, na próxima segunda-feira, um "pedido de reconhecimento de direito" de manifestação fardada.

"A lei sindical da PSP, que é o que orienta e define as regras com que os polícias se podem representar sindicalmente e trabalhar os seus direitos sindicais é clara ao dizer que só é proibido os polícias estarem fardados em manifestações políticas. Isto não é uma manifestação política, é uma manifestação laboral", reforçou Armando Ferreira.

Eram esperados, para esta manifestação em Lisboa, 11 sindicatos da PSP que, por volta das 17h30, se dirigiriam para o ministério da Administração Interna. Essa intenção foi, no entanto, impossibilitada pela inexistência de qualquer autorização para o trânsito fosse cortado nesse percurso, permitindo assim a deslocação dos manifestantes, estando agora adiada para as 19h.

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