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Depois das nanotecnologias para combater o cancro, a Google está a apontar baterias ao genoma humano. A gigante da Internet lançou há uns meses o Google Genomics e agora está a tentar convencer os os grandes laboratórios de investigação clínica a armazenarem os dados dos pacientes nos servidores da gigante das buscas online.
O serviço que a Google está a desenvolver armazena todo o código genético de um paciente. São cerca de 100 gigabytes por pessoa uma quantidade tão grande que dificilmente será possível aos laboratórios manterem estes dados durante muito tempo.
Em troca de 25 dólares anuais, e por genoma, a Google não só guarda o código como promete criar gigantescas bases de dados com milhões de genomas e com as quais os cientistas poderão trabalhar, realizar experiências virtuais e colaborar uns com os outros em projetos que eventualmente poderão, não só levar a diagnósticos mais rápidos, como até à cura de doenças.
A empresa diz que o objetivo é permitir a «exploração das variações genéticas de forma interativa».
No artigo em que destaca o assunto o jornal online MIT Technology Review sublinha que mais do que os outros projetos da Google ligados à medicina este, que liga e compara genomas aos milhares e até aos milhões, vai potenciar grandes avanços clínicos durante a próxima década.
O serviço foi lançado em Março, mas só agora a Google afirma estar a negociar com alguns laboratórios de investigação para se avançar com o armazenamento dos dados. O primeiro a entrar no projeto foi o National Cancer Institute, dos Estados Unidos.
Para já o Google Genomics apenas alberga três mil e quinhentos genomas. Em breve, acredita a empresa, vão ser milhões todos disponíveis online para os investigadores.