
Reuters
O julgamento do ex-comandante do cruzeiro Costa Concordia Francesco Schettino, previsto para hoje em Grosseto, centro de Itália, foi adiado para 17 de julho por causa de uma greve de advogados.
Um ano e meio após o naufrágio do navio, que causou 32 mortos, a audiência, à qual assistiu Francisco Schettino, demorou cerca de 15 minutos.
Francesco Schettino é acusado de homicídio por negligência, de abandono do navio e de causar danos ambientais.
Como estava previsto, alguns dos advogados dos participantes no processo, incluindo um defensor de Schettino, aderiram à greve, pelo que o presidente do tribunal, Giovanni Puliatti, teve que adiar a sessão.
A audiência decorreu numa sala do teatro de Grosseto para permitir acolher todas as partes envolvidas e o público.
O processo conta com 250 queixosos e 450 testemunhas poderão ser chamadas a depor durante o julgamento, há muito aguardado pelas famílias das vítimas e pelos sobreviventes, que criticam os atrasos da justiça italiana.
O Costa Concordia chocou com as rochas em frente à ilha de Giglio, na noite de 13 de janeiro de 2012, com 4.229 passageiros de 70 nacionalidades a bordo.
O navio tombou, gerando o pânico entre os passageiros, cuja retirada foi complicada por falhas registadas em alguns botes salva-vidas.
Centenas de pessoas foram forçadas a saltar para o mar.
Durante a evacuação do barco, Schettino terá abandonado o navio com passageiros ainda a bordo, mas o comandante alega que caiu acidentalmente num bote salva-vidas e garante que estava a coordenar a operação a partir da costa.
Schettino está em liberdade desde 05 de julho, depois de o tribunal ter decidido substituir a prisão domiciliária pela obrigação de apresentações periódicas no município onde vive, Meta di Sorrento, no sul de Itália.