O secretário-geral das Nações Unidas alertou que a juventude atual, particularmente afetada pela crise económica mundial, corre o risco de se transformar numa «geração perdida» se não forem tomadas medidas urgentes.
Para combater esse destino trágico, Ban Ki-moon apela aos governos, ao setor privado, à sociedade civil e às universidades de todo o mundo que «abram as portas» aos jovens e que reforcem parcerias com organizações lideradas pela juventude.
O secretário geral das Nações Unidas acredita que a crise económica mundial atingiu de uma forma muito especial os jovens e muitas dessas pessoas, diz Ban Ki-moon estão «compreensivelmente desanimadas por causa das desigualdades crescentes».
Numa mensagem escrita a propósito do Dia Internacional da Juventude, que se celebra no domingo, Ki-moon lembra que a atual geração de jovens é a maior que o mundo alguma vez teve, no entanto muitos deles têm salários muito baixos, estão em empregos sem futuro ou mesmo desempregados. Um drama que atinge até os que são altamente qualificados.
O secretário geral das Nações Unidas afirma que para que no futuro possamos ter líderes mais produtivos e poderosos os jovens têm de ser apoiados. Eles que são «uma força transformadora: São criativos, engenhosos e agentes entusiastas da mudança».
Falando sempre do futuro, Ban Ki-moon recorda que os sonhos dos jovens «vão muito além de um emprego» e defende que é preciso «ouvir e dialogar com os eles».
Chegou a hora, diz o secretário geral da ONU, de «integrar as vozes dos jovens de forma mais significativa nos processos de decisão a todos os níveis». A juventude deve ter uma palavra a dizer se «nesta era nos movemos em direção a um maior perigo ou em direção a uma mudança positiva».